O governador Mauro Carlesse (PHS), está com uma equação complicada para resolver e tem até o dia 5 de agosto pra colocar fim nesse celeuma. Candidato a reeleição, o gestor estadual marcou sua Convenção para o dia 4 de agosto, só que vive o dilema de querer o apoio do SD, mas não ter para dar o que o SD quer. No caso, uma das vagas de senador para Eduardo Gomes.

Carlesse já está comprometido com Siqueira Campos (DEM), na vaga 1 e César Halum (PRB), na vaga 2. O SD por sua vez, quer abocanhar uma das vagas, mas também toparia ser o terceiro nome na chapa. Assim, Carlesse disputaria a eleição com três senadores.

O porém, é que a formula, apesar de permitida pela Lei, não é comum nas campanha tocantinenses e costuma ter um efeito benéfico apenas para o candidato a governador, pois teria os três candidatos a senador pedindo votos para ele, e ele pedindo votos para os três, ou seja, a campanha já iniciaria dividida internamente.

Fórmula como essa, não é incomum em alguns estado, porém o resultado costuma ser péssimo, pois a divisão beneficia os candidatos adversários. Para citar apenas um exemplo, a eleição no vizinho estado do Pará, em 2014, o governador e candidato a reeleição, Simão Jatene (PSDB), usou essa fórmula. Era apenas uma vaga em jogo, mas a Coligação composta por PSDB / PSD / PSB / PP / SD / PRB / PSC / PTB / PPS / PEN / PMN / PTC / PSDC / PT do B e PRP, resolveu lança 4 candidatos a senador, sendo eles: Jefferson Lima (PP), Mário Couto (PSDB), Helenilson Pontes (PSD) e Marcela Tolentino (SD). Todos perderam e deram a vaga para o petista Paulo Tocha, que venceu com 46% dos votos válidos. Jefferson Lima foi o segundo com 21,92%.

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