Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil conta com uma estrutura de saúde significativa para enfrentar a nova gripe. Em todo o país, são 68 hospitais de referência, com 1.978 leitos liberados pelo governo para prestar assistência aos pacientes. Além de 42 mil estabelecimentos de atenção básica e 30 mil equipes de saúde da família.

Mesmo com tantos leitos espalhados pelo Brasil, aqui no Pará, parece que a quantidade disponível não está sendo o suficiente para atender a grande demanda de pessoas que tem apresentado diariamente a suspeita da doença.

No mês passado, durante uma coletiva de imprensa, a vice diretora do Hospital Barros Barreto, Helena Brígido, disse que o hospital universitário, único de referência para tratar o caso no Pará, teria oito leitos disponíveis para tratar os casos de pacientes com casos graves. Na ocasião, Helena chegou a afirmar ainda que pacientes que possuíssem plano de saúde particular deveriam procurar atendimento no setor de urgência e emergência de um hospital conveniado de seu plano.

PACIENTES NA FILA

Com 90 casos confirmados no Pará e um óbito, hoje, já existe uma fila de pessoas que se encontram na lista de espera por um leito no Barros Barreto. “O quadro de saúde da minha filha piorou cada vez mais. A febre dela está altíssima e ela chegou a ter convulsões. Fiquei desesperada porque para conseguir interná-la, me informaram que eu tinha que colocar o nome dela em uma lista de espera”, disse Kátia Santos.

O drama dela e de sua filha, começou no início desta semana, quando a menina sentiu os primeiros sintomas da doença. “Levei ela em duas unidades de saúde e lá constataram que o caso dela era grave, mas, disseram que eu teria que levá-la para o Barros Barreto”, relatou Kátia. Depois de dois dias atrás de um leito no hospital, Kátia conseguiu através da ajuda de amigos, colocar a filha em um hospital particular. “O que mais me preocupa é que ela não está bem. Tenho medo que aconteça alguma coisa pior”, disse a mulher.

Na opinião da diretora do Instituto Evandro Chagas, Elisabeth Santos, o número de leitos disponibilizados no Pará é insuficiente. “Pela quantidade de materiais que recebemos diariamente, é notório que o número de casos está aumentando no Pará. Por outro lado, sabemos que é muito complicado para o hospital disponibilizar leitos extras”, afirmou.

Para o diretor do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), Wilson Machado, o fato de existirem poucos leitos disponíveis no estado, mostra que todos os setores da saúde no Brasil estão tentando se adequar com a nova gripe. “Todos estamos aprendendo com essa gripe. Não estávamos preparados para uma pandemia, por isso, acontecem os erros e os acertos”.

- Publicidade -

FAÇA UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.