Muita expectativa em torno da passagem do ministro da Defesa, Nelson Jobim, por Belém, no próximo dia 16. A confirmação foi dada na última semana pela assessoria do ministro, ao informar que já está agendada uma palestra na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) para apresentação da Estratégia Nacional de Defesa, que determina a reestruturação das Forças Armadas. Em especial, há determinação de fortalecimento da presença militar nas fronteiras e, principalmente, na Amazônia.

E a ansiedade não é por menos. Corre a esperança de que ele anuncie a instalação da 2ª Esquadra da Marinha de Guerra no território paraense, mesmo que todos os movimentos até agora mostre predileção pelo Maranhão. Um desses sinais favoráveis se deve à protelação da passagem por Belém desde abril, quando o ministro prometeu uma visita à capital do Estado, à bancada federal paraense e aos membros da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Pará (OAB-PA).

Na ocasião, eles se reuniram com Jobim justamente para cobrar uma escolha favorável às opções paraenses. Como resposta, o ministro afirmou que até a primeira quinzena de agosto anunciaria a escolha dos técnicos do Ministério da Defesa. Então, justifica a esperança de imaginar que a palestra em Belém pode ser para trazer boas notícias. A ambição por esse empreendimento é justificada pela sua grandiosidade. Só de investimentos são estimados mais de R$ 30 bilhões. Pelo menos seis mil militares deverão ser transferidos para a nova esquadra. No total, considerando os familiares, o Estado receberá em torno de 12 mil pessoas diretamente ligadas à base da nova esquadra.

Relatório preliminar divulgado por O LIBERAL em maio listou uma série de deficiências para o estabelecimento da 2ª Esquadra no conjunto de ilhas localizado no litoral norte do Estado do Pará. Entre os problemas para a sua aceitabilidade estão a falta infraestrutura local (esgoto, iluminação pública, escolas, vias de transporte terrestre, incluindo-se a necessidade de construção de pontes), a grande distância de centros urbanos mais próximos (130 km de Belém) e os terrenos que não pertencem à Marinha.

O aproveitamento da Base Naval de Val-de-Cães também foi analisado, mas foi rapidamente descartado. Ainda se avalia a possibilidade de instalação no município de Chaves, na Ilha do Marajó. De acordo com pesquisa da UFPA, é a localização mais perfeita do território paraense. No entanto, o ministério ainda não se posicionou sobre a viabilidade do local. Favoritíssimo, por enquanto, são às águas da Ponta da Espera, na Baía de São Marcos, em São Luís (MA). (O Liberal)

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