Viajar de ônibus pelas estradas do Pará, principalmente à noite, continua sendo motivo de preocupação para motoristas e passageiros, por causa dos assaltos. A afirmação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários em Empresas de Transporte de Passageiros Interestaduais, Intermunicipais, Turismo e Fretamento (Sintritur), Antônio Flávio Lenório Ferreira. Geralmente, os bandidos – no mínimo, quatro – atacam a partir das 23 horas. E os pontos mais críticos estão localizados nos trechos entre Goianésia e Jacundá e Goianésia e Tucuruí, no sudeste do Estado, e entre Moju e Tailândia, no nordeste paraense.

Na Vila Aparecida, entre Tailândia e Goianésia, há uma lombada que tem contribuído para a ocorrência de roubos. Na hora em que os motoristas reduzem a velocidade dos veículos, para cruzar o obstáculo, os assaltantes entram em ação. Empresários e rodoviários já solicitaram, em vão, a retirada dessa lombada. Flávio, como o sindicalista é mais conhecido, não dispõe de números para dar a dimensão dos perigos a que estão expostos os rodoviários e os passageiros. Mas diz que a entidade denunciou essa situação ao Ministério Público do Estado, há um ano. Ele afirma que, desde então, e com a participação de órgãos como a Polícia Rodoviária Estadual, esse cenário melhorou, mas ainda está longe do ideal. De acordo com o presidente do Sintritur, houve uma redução no número de roubos.

Mas, afirmou, as quadrilhas continuam no caminho dos ônibus intermunicipais e interestaduais. “Houve uma diminuída, mas ainda não foi suficiente, pois os assaltos continum acontecendo”. Flávio lembra que, há poucos meses, um motorista da Transbrasiliana, empresa que tem o maior número de viagens à noite, foi baleado durante um assalto. A ação dos bandidos obrigou as empresas de turismo a adotarem uma nova estratégia. Há mais de dois anos, seus veículos são de Belém acompanhados por escoltas armadas, afirma o sindicalista. (Dilson Pimentel – O Liberal)

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