destaque-296607-ourilandia800x500A semana está sendo de angústia e tristeza para milhares de estudantes e seus responsáveis em Ourilândia do Norte, no sul do Pará. Eles receberam a notícia de que não terão a carga horária completa de aulas nas escolas do município e que o horário de término das atividades nas escolas será antecipado. A medida, que iniciou na última segunda-feira (4), ainda não tem previsão de término e ninguém sabe quando as atividades escolares serão regularizadas.

De acordo com um grupo de vereadores do município, que fez vistorias em várias escolas nesta terça-feira, a ordem de dispensa antecipada dos alunos partiu da Secretaria de Educação de Ourilândia, que informou que não há merenda escolar para oferecer, nem transporte disponível para trazer os estudantes que moram na zona rural até as escolas.

“O município de Ourilândia está passando por muitas dificuldades. A licitação para merenda escolar, que deveria ter sido feita em maio, quando a anterior venceu, não foi feita e agora não há o que servir para as crianças. Os recursos são do governo federal, do Fundeb e são repassados para a prefeitura normalmente. O que está acontecendo em Ourilândia é um problema de gestão’, alertou a vereadora Zulene dos Santos.

Segundo o administrador do posto de combustível que fornece gasolina para a prefeitura, não há mais como manter a parceria, já que existem débitos com o estabelecimento que ultrapassam o valor de R$300 mil, e que desde o mês de março deste ano não existe qualquer pagamento. “Encontrei ainda escolas sem luz por falta de pagamento das contas de energia, algumas funcionam por meio de ligações clandestinas, conhecidas como “gato”. Isso faz com que não tenha água gelada, não funcione ar-condicionado e impeça que haja o mínimo de condições para que os estudantes possam aprender durante as aulas”, alerta o vereador Walter da Sagri.

Ainda de acordo com ele, a Secretaria de Educação mantém diversos funcionários fantasmas, entre eles a mulher do Zequinha Marinho, candidato a vice-governador do Estado na coligação de Simão Jatene, e a filha e o genro da secretária de Educação do município. “Eles tiram vagas de professores para colocar parentes e amigos para apenas receber contra-cheque. É um absurdo”, disse Walter.
A reportagem tentou entrar em contato com o prefeito Maurílio Gomes, mas até o fechamento desta edição não conseguiu contato.  (Diário do Pará).

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