Cerca de 400 camponeses e remanescentes de quilombolas ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Araguaína, norte do Tocantins, nesta segunda-feira (18). A ocupação é uma forma de protesto. As famílias que fazem parte da Articulação Camponesa de Luta Pela Terra e Defesa dos Territórios no Tocantins reivindicam agilidade nas vistorias e demarcação das terras.

Conforme o movimento, estes compromissos foram firmados em audiências públicas realizadas entre 2011 e 2014, mas não foram cumpridos. Conforme a Articulação Camponesa, a “inoperância e a má gestão dos órgãos públicos agravam os conflitos por terra que aumentaram 61% em 2013”.

As famílias também reclamam que o governo prioriza o avanço do agronegócio em detrimento das famílias camponesas e que as ordens judiciais de reintegração de posse são emitidas sem justificação prévia. Conforme dados enviados pela Comissão Pastoral da Terra, em 2013, 625 famílias foram despejadas em todo o estado.

Por meio de nota, a Articulação Camponesa informou que permanecerá na sede do Incra nos próximos dias e que não tem uma data para desocupar o local. Os manifestantes representam comunidades de Araguaína, Augustinópolis, Babaçulândia, Bandeirantes do Tocantins, Barra do Ouro, Campos Lindos, Goiatins e Palmeirante.

A assessoria de comunicação do Incra disse que a pauta dos trabalhadores rurais sem-terra,  será discutida com representantes do Instituto e do Ministério do Desenvolvimento Agrário somente após a desocupação pacífica do órgão em Araguaína. Ainda segundo o Incra, caso a unidade não seja desocupada, uma reintegração de posse será solicitada judicialmente nesta terça-feira (19). (G1 TO).

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