Improbidade administrativa, fraude na escala médica, enriquecimento ilícito, propina para realização de cirurgias, omissão de socorro e uso político, são algumas das imputações apresentadas nesta sexta-feira, 10, durante entrevista coletiva do promotor de Justiça, Paulo Sérgio Ferreira de Almeida, que falou sobre a situação do Hospital Regional de Augustinópolis (HRAug).

As denúncias mostram um verdadeiro circo de horrores na Unidade Hospitalar.

O promotor apresentou todas as medidas adotadas pelo Ministério Público sobre uma séria de denúncias que resultaram em 11 ações que visam punir a desvirtuação e corrompimento de funcionários públicos no HRAug.

Entre as denúncias encaminhadas a Justiça, estão a ação de um grupo composto por um médico, enfermeira e técnico, que cobravam de R$ 2.300,00 a R$ 3.600,00, para a realização de cirurgias ortopédicas, dentro do HRAug. O grupo operava aliciando pacientes acidentados que mesmo carentes, chegavam a contrair empréstimos para pagar aos funcionários públicos que agilizavam as cirurgias. O esquema foi denunciado por familiares das vítimas, que chegaram a fazer depósitos nas contas dos envolvidos ou efetuarem pagamentos até mesmo dentro da unidade hospitalar. As falcatruas do grupo foram descobertas no final do ano de 2016.

Outra denúncia apresentada a Justiça pela Promotoria, é a ausência de médicos em seus plantões, sem qualquer tipo de justificativa ou cobrança por parte da direção do HRAug e relata o episódio de um policial que ficou sem atendimento após ser atingido por um tiro de arma de fogo.

A transferência de médicos urologistas de forma indevida para atender interesses pessoais, afetando o interesse coletivo, também são alvos dos processos judiciais.

Outros fatos apontados nas denúncias estão a falta de medicamentos e materiais essenciais, falta de profissionais e de estrutura física adequada.

Também tramita na Justiça uma ação que apura o uso do HRAug em campanha eleitorais em detrimento do atendimento público.

Paulo Sérgio ainda comentou que alguns médicos, usam o HRAug para descansar, em detrimento do grande acumulo de vínculos empregatícios dos profissionais, oriundos de outros estados. Esses médicos estariam aproveitando da situação e deixando de prestar atendimento.

As denúncias são relativas ainda as gestões indicada no período do governador cassado Marcelo Miranda (MDB).

- Publicidade -

FAÇA UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.