NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Comissão Geral dos Aprovados no Concurso da Polícia Civil vem a público refutar as declarações que o atual governador e candidato à reeleição Mauro Carlesse vem divulgando para a imprensa tocantinense sobre as pendências referentes ao certame da corporação que teriam sido resolvidas em sua gestão.

Apesar da convocação de mais 60 aprovados no concurso durante sua gestão, 95 candidatos que já concluíram o curso de formação, entre eles 25 peritos, AINDA estão à espera apenas da nomeação por parte do governo estadual, porém sem previsão alguma para a nomeação ou a criação de um cronograma para convocação dos remanescentes.

Deste modo, a Comissão ressalta que enquanto não houver a nomeação de TODOS os 95 aprovados que aguardam há mais de quatro anos, é impossível afirmar que há solução de pendências.

Diante desse cenário, a Comissão aproveita para ressaltar que questões relacionadas à Segurança Pública devem ser tratadas com seriedade pelos candidatos que pleiteiam uma vaga como chefe do Executivo do Tocantins nos próximos quatro anos.

O déficit no quadro da pasta já ultrapassa 40%, segundo estimativa do Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO).

Apenas entre os meses de janeiro a abril deste ano, 105 pessoas foram assassinadas, uma média mensal de 26,25 mortes intencionais e violentas, segundo dados da própria Secretaria de Segurança Pública.

De acordo com estatísticas da Delegacia de Homicídios de Palmas, o número de assassinatos no Tocantins cresceu em torno de 150% nos últimos 10 anos, percentual que coloca o Estado como o segundo mais violento da federação, perdendo apenas para o Rio Grande do Norte.

O povo tocantinense não aguenta mais sofrer nas mãos do crime organizado e da bandidagem que assola o Estado.
Ressaltamos que o concurso foi realizado ainda no ano de 2014. O imbróglio do certame começou no governo de Sandoval Cardoso, quando a prova foi aplicada. Depois passou por Marcelo Miranda e está agora nas mãos de Carlesse.

E mesmo após quatro anos, a “pendência” relacionada ao concurso está longe de ser concluída. Mesmo com previsão na Lei Orçamentária Anual (LOA) com reserva de recursos para realização de fases finais de concursos, como a nomeação de membros do cadastro de reserva para o exercício de funções ou atribuições que estão sendo desempenhadas por titulares de contratos temporários, os candidatos ainda aguardam sem nenhuma resposta.

Assim como a Saúde e a Educação, a Segurança Pública deve ser prioridade número um por parte de qualquer um que pleiteie ou venha a assumir um cargo eletivo público. Investir na Segurança Pública é pauta primordial. Construir delegacias, núcleos periciais, adquirir novos veículos e equipamentos é importantes, mas sem o trabalho do Policial Civil, seja ele perito, escrivão ou delegado, cuidando da investigação dos crimes e ajudando no combate à criminalidade, de nada adianta.

Afinal, cuidar dos cidadãos é dar a garantia de uma sociedade sem mortes prematuras e violência.

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