Em Nazaré, alguns professores ao voltar das férias tiveram uma surpresa: suas cargas horária haviam sido reduzidas, uns com troca de turnos e outras perderam suas salas de aula.

As professoras Lavina Silva, Maria José e Márcia Castro acusam a prefeita, Maria Elvira (PR), de perseguição política, tudo por causa dos recentes protestos pela falta de médicos no município de Nazaré.

Segundo as professores, elas não foram notificadas do motivo das trocas e substituições, sendo apenas informadas, em reunião, que a ordem havia partido da Secretaria Municipal de Educação e que deveria ser cumprida.

Em redes sociais mães reagiram às mudanças. Polyany Carvalho disse: “E aí você recebe a notícia em pleno meio do ano que as professoras dos seu filho vai mudar…… Desde o início do ano acompanhei todas as reuniões realizadas com os pais dos alunos da Creche Municipal, em uma delas a mudança constante de professores e monitores foi uma das pautas comentadas, isso porque afeta as crianças. A direção da escola pediu desculpas e afirmou que não ficaria mais nessa rotatividade de professores, e então agora resolveu mudar as professoras do meu filho, o qual ele já se adaptou, está acostumado, criaram vínculo, e o mais importante, observei um grande desenvolvimento nele. O que me deixa como mãe com mais indignação é que ao que tudo indica que essa mudança foi feita simplesmente por perseguição. Sim! Perseguição! Pois uma das professoras do meu filho é a professora Lavina, a mesma que recentemente andou incomodando bastante a gestão pelo fato de está reivindicando nossos direitos”, disse

Outra mãe, Daiane Moreira, também reagiu às mudanças. “Gente, isso é uma falta de respeito sem tamanho com todos nós, enquanto esse povo brinca de administrar, a população sofre as consequências, agora foi a vez de nossos filhos serem prejudicados, e depois, será a vez de quem, quem será o próximo a ser castigado por não concordar? Estamos à mercê das atitudes inconsequentes e irresponsáveis dessas pessoas que não medem esforços para prejudicar quem quer que seja para alimentar suas vontades absurdas. Ao que se ver, não se pode ter opinião contrária a eles e muito menos manifestar insatisfação, por que se fizer, será castigado severamente, independente de quem saia prejudicado. E aí eu me pergunto: Quem são os verdadeiros saruê nessa história?” questionou Daiane.

As professoras Macia Castro e Maria José, ambas efetivas, dizem ter dito suas cargas horárias reduzida de 40 para 25h semanais. A professora Lavina Silva foi transferida de turno o que a prejudica, já que também exerce a função do professora na rede estadual de ensino, havendo choque de horário. O jornalista e monitor de creche, José Freire, que também participou dos eventos, foi transferido de função dentro da unidade, o que reforça a tese de retaliação por causa dos protestos.

Buscamos contato com a Prefeitura Municipal, mas as ligações não foram atendidas. Fica o espaço aberto para os representantes da da gestão se manifestem e explicar a situação.

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