O presidente da Câmara Municipal de Palmas, José do Lago Folha Filho (PSD), foi levado para o Instituto Médico Legal e deve passar a noite na Casa de Prisão Provisória de Palmas. Ele se apresentou com o advogado na Delegacia Especializada na Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (Dracma), na capital, nesta segunda-feira (6).

Folha é investigado na 2ª fase da operação Jogo Limpo, da Polícia Civil. O presidente da Câmara de Palmas disse que teve ciência das denúncias através da imprensa. Falou que desconhece e que não autorizou que fossem feitos depósitos na conta dele e garante que é inocente. A defesa dele informou que fez o pedido de liberdade.

A nova fase da operação foi realizada na última sexta-feira (3). Segundo as investigações, um grupo criminoso desviou R$ 7 milhões da Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Fundesportes) e da Secretaria de Governo e Relações Institucionais da capital. A verba seria destinada a projetos sociais, mas o dinheiro teria sido usado em campanhas eleitorais de 2014. Três vereadores tiveram a prisão decretada.

Investigados foram liberados

Mais quatro investigados da 2ª fase operação Jogo Limpo ganharam liberdade após prestar depoimento, entre eles o vereador Rogerio Freitas (MDB). De acordo com a Polícia Civil, os investigados foram liberados na noite deste domingo (5), após pedido de revogação da prisão temporária ser feito pela própria Dracma. No sábado (4) outras oito pessoas tinham sido liberadas.

Ao todo, foram 26 mandados de prisão expedidos, sendo que 24 foram cumpridos. Além do presidente da Câmara Municipal, entre os alvos, está o vereador Major Negreiros (PSB). Confira a defesa deles no final desta reportagem.

Foram liberados os seguintes investigados:

Rogerio Freitas
Waldson Pereira Salazar
Pedro Neto Gomes Queiroz
Neimar Tavares Magalhãe
Salvador Domingos dos Anjos
Renato Cesar Auler do Amaral Santos
Wilson Alves da Silva
Jocivaldo Dias Cardoso
Pedro Coelho Santos
José Antonio Coelho Dos Santos
Adenilton de Sousa Barbosa
Claudio Adalberto do Amaral Santos

Outras 11 pesoas seguem presas temporariamente.

O esquema

O esquema envolve quatro núcleos compostos por servidores, políticos, empresas fantasmas e entidades. Segundo a decisão judicial, 10 entidades investigadas admitiram o uso de notas frias fornecidas por sete empresas fantasmas.

As notas seriam para justificar despesas e serviços não realizados. Depois, o dinheiro seria desviado para servidores e agentes políticos ou para terceiros indicados por eles.

A polícia informou nesta sexta-feira (3) que encontrou R$ 40 mil na conta do vereador Rogério Freitas oriundos de uma empresa fantasma utilizada no esquema.

Outro lado

O chefe de gabinete do major Negreiros informou que o vereador está retornando para o país e deve chegar em Palmas até a próxima quarta-feira (8) para prestar os esclarecimentos necessários.

A Prefeitura de Palmas informou que está à disposição da Justiça e da investigação para contribuir com qualquer esclarecimento. O vereador Rogério Freitas disse em entrevista à TV Anhanguera que até o momento não foi acusado de nada e é inocente. O G1 ainda não conseguiu contato com a defesa dos demais citados na reportagem.

1ª fase da operação

A primeira fase da operação foi realizada em fevereiro deste ano contra uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro. O crime era praticado por meio de entidades sem fins lucrativos e empresas fantasmas, conforme as investigações. Ao todo, 10 federações e organizações não governamentais (ONG) podem estar envolvidas, além de quatro empresas.

Na época, os policiais cumpriram 24 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão em Palmas e em mais quatro cidades do Tocantins: Paraíso do Tocantins, Nova Rosalândia, Paranã e Miracema. (G1)

- Publicidade -

FAÇA UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: folhadobico@hotmail.com que iremos analisar.