Major Negreiros passou pelo IML em Palmas na madrugada desta quinta-feria (9)

O vereador Major Negreiros, investigado por fazer parte de um suposto esquema criminoso que teria desviado R$ 7 milhões da Prefeitura de Palmas, está preso no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar. Quando a operação Jogo Limpo da Polícia Civil foi deflagrada na última sexta-feira (3), o parlamentar estava viajando para o Chile com a família. Nesta quarta-feira (8), ao embarcar no aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, ele foi detido pela Polícia Federal.

Um avião fretado pelo Estado foi buscar o vereador no Rio de Janeiro. Um delegado, um agente do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gote) e um representante da Polícia Militar acompanharam a ação.

Ele chegou ao aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues nesta madrugada, passou pelo IML, por volta das 3h para fazer exames e foi encaminhado para o Quartel do Comando Geral, já que é militar.

O advogado do parlamentar Marcelo Walace informou que tomará conhecimento do teor da acusação para definir as medidas a serem tomadas.

Além de Major Negreiros, outros dois parlamentares teriam participado do esquema e também foram presos: o presidente da Câmara Municipal, João do Lago Folha e Rogério Freitas. Folha deixou a Casa de Prisão Provisória de Palmas nesta quarta-feira. Já Rogério Freitas saiu da unidade no último domingo (5).

Ao todo, 26 mandados de prisão temporária foram cumpridos na 2ª fase da operação. Destes, 25 pessoas já foram liberadas. As investigações apontam que eles fazem parte de um suposto grupo criminoso que desviou R$ 7 milhões da Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Fundesportes) e da Secretaria de Governo e Relações Institucionais da capital. A verba seria destinada a projetos sociais, mas o dinheiro teria sido usado em campanhas eleitorais de 2014.

O esquema

O esquema envolve quatro núcleos compostos por servidores, políticos, empresas fantasmas e entidades. Segundo a decisão judicial, 10 entidades investigadas admitiram o uso de notas frias fornecidas por sete empresas fantasmas.

As notas seriam para justificar despesas e serviços não realizados. Depois, o dinheiro seria desviado para servidores e agentes políticos ou para terceiros indicados por eles.

A polícia informou na última sexta-feira (3) que encontrou R$ 40 mil na conta do vereador Rogério Freitas oriundos de uma empresa fantasma utilizada no esquema e R$ 10 mil na conta pessoa do vereador Folha.

Outro lado

O presidente da Câmara de Palmas disse que teve ciência das denúncias através da imprensa. Falou que desconhece e que não autorizou que fossem feitos depósitos na conta dele e garante que é inocente. A defesa dele informou que fez o pedido de liberdade.

A Prefeitura de Palmas informou que está à disposição da Justiça e da investigação para contribuir com qualquer esclarecimento. O vereador Rogério Freitas disse em entrevista à TV Anhanguera que até o momento não foi acusado de nada e é inocente.

O vereador Major Negreiros ainda não se posicionou sobre as acusações. (G1)

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