MARANHAComo parte do projeto de expansão do porto do Itaqui, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), dará início ás obras de construção do berço 100, a partir desta segunda-feira, 28. A empresa  Serveng Civilsan será a responsável pela execução do projeto, que deverá está em funcionamento em aproximadamente em dois anos, numa parceria entre o Governo Federal e Governo do Estado, como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Na continuidade da obra será utilizada parte do recurso de 110 milhões de reais, repassados este mês à Emap, pelo governo federal. O repasse estava bloqueado por pendências administrativas, o que acabou ocasionando um significativo atraso na construção do berço e, em outras obras de modernização do Porto. O desentrave ocorreu após articulações da nova administração do Emap e do Governo do Estado, junto à Secretaria Especial dos Portos (SEP) e TCU. O recurso também será utilizado na recuperação dos berços 101 e 102, construção de retroária, e no gerenciamento e fiscalização dessas obras.

O berço 100 é uma das mais importantes obras de expansão do Itaqui. Quando finalizado, permitirá um aumento na capacidade de movimentação de cargas do terminal portuário, além de permitir a atracação de navios transoceânicos do tipo cape size, que podem carregar até 175 mil toneladas de carga. O berço deve operar prioritariamente grãos, atendendo, dentre outros, ao projeto do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram).

Com as dimensões de 320 metros de comprimento e 26 metros de largura (alargamento da plataforma do cais sul), o destaque mesmo será para a profundidade, que chegará a 15 metros, depois de concluída a dragagem da bacia de atracação.

“O projeto prevê, não só para o berço 100, mas para os demais berços dragados, a profundidade de 15 m, o que permite a atracação de navios de grande porte. Esse é um dos principais diferenciais do Itaqui em relação aos demais portos do mundo, além de ser também o mais próximo dos principais mercados consumidores”, afirmou o presidente da Emap, Hermes Ferreira.

O cronograma da obra consiste, inicialmente, no alargamento do cais sul, para em seguida, iniciar o cravamento das estacas, o que será feito com a utilização da plataforma Iemanjá, já posicionada no lado sul do Porto. “Após a concretagem das fundações, as peças pré-moldadas começarão a ser afixadas”, explicou o diretor de Operações, Ronildo Carvalho. Após essa fase, será construída a retroárea do berço, uma área de 30 mil m2.

A obra toda está orçada em 111 milhões de reais e deve mobilizar de 150 a 200 trabalhadores na sua execução. “Mais de 90% da mão de obra é maranhense”, afirmou Isaú Angelim Filho, gestor da obra pela Serveng. Segundo o técnico, empresas locais também serão fornecedoras de estruturas metálicas e outros bens e serviços essenciais utilizados na construção do berço. A participação garante a movimentação da economia e o crescimento do setor produtivo estadual.

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