A Infraero (estatal que administra os aeroportos) informou por meio de sua assessoria de imprensa que não tinha conhecimento da investigação em curso pela Polícia Federal que analisa supostos desvios de até R$ 500 milhões em obras licitadas pela gestão anterior. A estatal informou ainda que a nova diretoria da empresa vai colaborar de forma transparente com os órgãos.

Reportagem publicada sábado passado pelo jornal Folha de S. Paulo informa que a PF prepara ação de busca e apreensão em algumas das principais empreiteiras do país para investigar suposta fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva na execução de obras em aeroportos como Guarulhos (SP), Vitória e Campo Grande. OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht, Nielsen, Queiroz Galvão e Gautama estão entre os alvos principais do inquérito.  Buscas também devem ocorrer nas casas de executivos. A investigação já dura dois anos.

A juíza substituta da 12ª Vara da Justiça Federal de Brasília, Polyana Kelly, deferiu o pedido de busca e apreensão nas empresas. O pedido de prisão de suspeitos foi negado. A medida corre sob segredo de Justiça, mas informações sobre a operação da PF vazaram para alguns investigados.

As licitações investigadas são da gestão do ex-presidente da empresa Carlos Wilson (PT-PE), morto em abril. O irmão de Wilson, André Campos, afirmou à Folha que a família tem convicção de que a gestão de Wilson “não tem maiores problemas”. “O Tribunal de Contas está avaliando. A informação que temos é que muita coisa tinha sido aprovada.”

A Camargo Corrêa não quis se manifestar. A Queiroz Galvão informou, por meio da assessoria, que não tinha conhecimento da investigação e iria procurar a Justiça amanhã para obter dados sobre o caso.

Procurados, assessorias e advogados de Nielsen, Gautama e Odebrecht, não foram localizados ou não ligaram de volta até o encerramento desta edição.

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