O prefeito da cidade de Sítio Novo foi afastado do cargo na manha desta quinta, 9, por determinação da justiça que acatou uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual, (MPE). De acordo com o Promotor de Justiça Paulo Sérgio de Almeida, autor da ação, o prefeito assinou convênio com um banco privado afim contratar grandes empréstimos consignados. Porém, as parcelas teriam sido pagas apenas com o dinheiro do município não chegando a serem descontadas da folha de pagamento dos servidores. O valor acumulado chega a R$ 105.000.00.

Ainda conforme o Promotor de Justiça, a atitude do prefeito caracteriza ato de improbidade administrativa. Diante dos fatos, a Justiça determinou o afastamento imediato do prefeito de Sítio Novo e também das outras quatro pessoas envolvidas no esquema, que inclusive, seriam parentes do prefeito. Foi determinado ainda o bloqueio de bens e a posse do vice-prefeito da cidade.

Durante esta quinta, as polícias Militar e Civil cercam toda a cidade e o prédio da prefeitura para evitar tumultos. Blitzes são realizadas em pontos estratégicos. A operação recebeu o nome de “Cachimbo” em alusão a frase popular “o costume do cachimbo é que entorta a boca”. Segundo o Promotor de Justiça, o prefeito estava tão habituado a cometer esses delitos que mandou o contrato do município com o banco para ser homologado na Justiça.

Nepotismo

Em outra Ação Civil Pública, ACP, proposta pelo Ministério Púbico Estadual, MPE, a justiça determinou a demissão imediata de 14 servidores da Prefeitura de Sítio Novo, por terem parentesco com o prefeito. Segundo o MPE, o fato caracteriza nepotismo. (Com informções do MPE)

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