Mais de dois mil trabalhadores vinculados à construção civil devem se reunir hoje em assembleia para decidir pelo início de uma greve geral da categoria. Em paralisação desde a última quinta-feira, 4, a categoria reivindica o reajuste salarial de 10% e a inclusão do auxílio alimentação, no valor de R$ 40, sem desconto na folha de pagamento, em caso de falta por motivo de doença.

A categoria já está há quatro anos reivindicando a inclusão da cesta básica aos vencimentos, sem implicações para direitos referentes à saúde do trabalhador. “Depois de lutarmos quatro anos pela inclusão da cesta básica, os empresários dizem que não têm como fazer esse pagamento sem descontar os dias não trabalhados por motivo de doença. Nós hoje não temos o direito de adoecer e continuar recebendo, como todo trabalhador comum”, explicou o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém, Atenágoras Lopes.

De acordo com Atenágoras Lopes, a categoria defende a negociação sem precisar chegar a uma greve geral, em Belém e Região Metropolitana. “A categoria está tentando evitar uma greve, mas, se os empresários não aceitarem nossas propostas, Belém, Ananindeua e Marituba irão parar”, afirmou.

“O nosso jurídico está avaliando alguma iniciativa jurídica, via Superintendência ou Ministério do Trabalho. Nos últimos anos, os acordos entre empresários e empregados têm garantido pelo menos 2% de ganho real. Não vai ser agora, que estamos avançando, que haverá um retrocesso”, avaliou Lopes.

Os ofícios com as contrapropostas dos trabalhadores, segundo o Sindicato da Construção Civil, foram entregues na última sexta-feira à patronal.

O Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon-Pa) foi contatado, mas disse que se pronunciará somente após a assembleia de hoje dos trabalhadores.

(Diário do Pará)

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