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O mototaxista Leomar Bandeira do Nascimento  levou dois tiros
O mototaxista Leomar Bandeira do Nascimento
levou dois tiros

O transporte irregular de madeira continua sendo um problema no Tocantins, principalmente porque a região norte do estado é a porta de entrada e saída para a região amazônica. Todos os dias dezenas de caminhões passam pela BR-153, também conhecida como Belém-Brasilia, transportando muitas riquezas do nosso país.

O pátio da Companhia Independente de Polícia Rodoviária e Ambiental (Cipra), em Araguaína, está ocupado por pilhas de madeira que foram apreendidas por transporte irregular. Na última segunda-feira (15), um caminhão carregado com 10 metros cúbicos de madeira ilegal foi apreendido. Segundo os agentes, a nota fiscal estava irregular.
“Nós fomos solicitados pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal e quando chegamos lá constatamos que de fato havia mais de 10 metros cúbicos de madeira nesse caminhão.

Com isso o condutor foi conduzido para a delegacia e o veículo foi apreendido”,
Em 2013, a polícia ambiental conseguiu interceptar mais de 500 mil metros cúbicos de madeira ilegal. Esse ano, só neste mês de setembro foram 447 mil metros cúbicos e mais de 20 caminhões apreendidos. Isso sem contar com a madeira ilegal que é transportada por rotas que passam longe da fiscalização.

“A maioria dessas madeiras vêm do estado do Pará. Então sempre tem que passar por Araguaína. Esses condutores têm um itinerário para dizer a rota, passando por Wanderlândia, Babaçulândia, até Palmeirante e dali já sai em Colinas do Tocantins, justamente para poder não passar aqui pela Polícia Rodoviária”, explica o comandante.

Alguns motoristas ainda tentam maquiar o material ilegal. De acordo com Silva, os caminhoneiros acabam transportando uma quantidade maior do que a que está especificada na nota. “Estamos intensificando as abordagens aos motoristas e todas as cargas que foram apreendidas, são fruto dessa fiscalização que estamos fazendo aí”, alega.

Entre as madeiras apreendidas está o Angelim, que é predominante na região amazônica e muito valiosa para o comércio. Cada metro cúbico dela custa em média R$ 1,1 mil. A multa para quem faz contrabando de madeira varia de acordo com a quantidade e a espécie da árvore, podendo chegar a R$ 9 mil para cada 10 metros cúbicos.

Um risco que alguns caminhoneiros preferem evitar. É o caso de Reinaldo Flausino, que é caminhoneiro ha mais de 20 anos. Ele diz que na maioria das vezes o lucro não compensa o prejuízo futuro. “Eu acho que às vezes até acontece [o lucro], mas é uma conta errada né?”, afirma.  (G1 TO. Foto: Reprodução).

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