Integrantes de uma quadrinha que assaltou uma empresa em Bragança, nordeste do Pará, foram detidos. Durante a apuração do caso, foi descoberto que os integrantes da associação criminosa haviam comprado casas e um carro com o dinheiro roubado. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (19). Quatro homens foram presos, entre eles, um policial militar. Os suspeitos responderão pelos crimes de roubo qualificado, lavagem de capitais, associação criminosa, sequestro e cárcere privado.

De acordo com as investigações, o roubo à empresa rendeu à quadrilha a quantia de R$ 292 mil, além de dólares, euro e joias. As investigações contaram com imagens registradas pelas câmeras de monitoramento da empresa.

A Polícia Civil conseguiu identificar os dois homens armados que aparecem nas imagens usando um carro para abordar o vigilante do estabelecimento e obrigá-lo a entrar no veículo. Em depoimento, o vigilante relatou que foi levado para um ramal próximo ao estádio de Bragança, onde teria sido obrigado, mediante ameaças, a permanecer com um dos criminosos, enquanto dois outros bandidos teriam retornado ao estabelecimento para praticar o roubo.

No momento em que o vigilante deixou o local, as câmeras de segurança registraram a presença de um casal que abriu a porta do estabelecimento para dar entrada a Jorge José Martins e um outro suspeito que ainda não foi encontrado, mas que foi identificado como “Bruno Taxista”. O policial militar Abelardo Corpes, segundo apontaram as investigações, foi quem teria repassado as informações sobre as peculiaridades do prédio e teria ficado responsável em monitorar o estabelecimento, enquanto o grupo executava o crime.

Durante as investigações, coordenadas pelo delegado Arthur do Rosário Braga, titular da Unidade Integrada de Polícia de Bragança, a equipe de policiais civis levantou informações de que os envolvidos no crime compraram, com o dinheiro roubado, imóveis e um veículo. Um dos imóveis é uma casa, localizada na Rua Osvaldo Cruz, Alameda Adventista, bairro de Águas Lindas, em Ananindeua, teria sido comprada pelo Pm envolvido no assalto, por R$ 26 mil. Outra casa comparada com o dinheiro do roubo é situada na Rua Felipe Soares, próximo à Rua Padre Josino, bairro Almir Gabriel, em Marituba. Uma caminhonete também foi adquirida pela quadrilha.

Durante a prisão, os policiais recuperaram R$ 1,7 mil dos valores roubados que estavam sob posse de um dos presos. A operação policial denominada “Atacado” contou com apoio de policiais civis do Núcleo de Inteligência Policial (NAI); do Grupo de Pronto-Emprego (GPE), e da Superintendência da 6ª Região Integrada de Segurança Pública do Caeté, e militares da Corregedoria da Polícia Militar. As investigações continuam para esclarecer detalhes do crime e prender outras pessoas possivelmente envolvidas na quadrilha. (G1 PA).

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