Mais três homens foram presos na manhã desta terça-feira (23), suspeitos de participar dos ataques na Região Metropolitana de São Luís, onde 17 veículos foram incendiados em três dias. John Lenon Costa Silva, George Pereira Frazão e Marcelo Augusto Ferreira são suspeitos de participar do incêndio de um microônibus em São José de Ribamar, no último sábado (20).

Até agora, a polícia já prendeu 17 e apreendeu cinco menores por participação nos ataques. Um dos suspeitos de ordenar os incêndios foi identificado como Henrique Borges Chagas, que cumpre 23 anos de pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. “Ele estava dentro do presídio e, com um aparelho celular, passou essa mensagem aos seus companheiros que estão fora do sistema”, explicou o superintendente de Investigações Criminais (Seic) Luís Jorge Matos.

A polícia acredita que os ataques são ordenados por facções criminosas de dentro de Pedrinhas em represália a transferências de líderes dos grupos e à medida de contenção de rebeliões e fugas de presos.

Na tarde dessa segunda-feira (22), foram presos Marlon de Carvalho França e Evanilson Viana Sousa, no Parque Aracagi, na capital maranhense. Com eles, foram encontradas duas latas de solventes que, segundo a polícia, seriam usadas para queimar dois ônibus. A prisão foi realizada após denúncia anônima.

Incêndios
São Luís registrou 17 ataques a ônibus, microônibus, viaturas da polícia e carros particulares entre sábado (20) e a madrugada de segunda-feira (22). Somente na segunda-feira, foram incendiados três ônibus, na garagem da empresa Gonçalves, no bairro Santa Cruz; dois carros particulares em uma concessionária, na Avenida dos Africanos; e seis veículos que estavam em uma garagem de carros usados da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP), no bairro do Radional.

No domingo (21), foi incendiado um ônibus que transportava integrantes de um grupo de bumba meu boi no bairro Alemanha. No sábado (20), homens atearam fogo em quatro ônibus – dois deles na garagam de uma empresa no São Cristóvão, um no Alto do Pinho, outro na Santa Bárbara. Também foi incendiado um microônibus em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís. Ninguém ficou ferido.

Outros ataques
No dia 3 de janeiro deste ano, facções criminosas também orderam ataques a ônibus em São Luís em represália a uma operação da Polícia Militar no Complexo de Pedrinhas. Na ocasião,  quatro ônibus foram incediados e duas delegacias foram alvejadas. Em um dos ataques, morreu a menina Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, que teve 95% do corpo queimado, e outras quatro pessoas ficaram feridas – duas em estado grave.

Em novembro do ano passado, confrontos entre policiais e integrantes de facções criminosas resultaram em atentados contra trailers, delegacias da Polícia Militar e ônibus. No dia 9 de novembro, dois trailers e três delegacias da polícia foram alvejados. Morreu o soldado Francinaldo Sousa Pereira, 42. O sargento Marco Antonio Correa Cutrim e uma mulher ficaram feridos. Dois ônibus foram assaltados – um foi incendiado e parcialmente destruído após o assalto e, o outro, teve incêndio controlado pelo motorista após o assalto.

Em outubro do ano passado, durante rebelião na Casa de Detenção (Cadet) de Pedrinhas que matou 9 e deixou 20 feridos, uma ordem para incediar sete ônibus em São Luís partiu de dentro do presídio. Foram incendiados coletivos na Vila Kiola, Tibiri, Jardim São Cristovão, Maracanã, Janaína, Cohab Anil e Monte Castelo. Não houve feridos. (G1 MA).

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