O mecânico Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, considerado o maior assassino em série do país, foi condenado nesta terça-feira (14) a 29 anos de reclusão pela morte de um adolescente de 13 anos. O assassinato ocorreu no dia 17 de agosto de 2000, na mata do Povoado de Santana, próximo ao Residencial José Reinaldo Tavares, região metropolitana de São Luís.

Mesmo intimado, Francisco das Chagas negou-se a comparecer ao júri, realizado no Fórum Desembargador. Chagas foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio, ocultação de cadáver e emasculação. Segundo a denúncia, o acusado, que era conhecido da família do adolescente, saiu com o garoto para caçar passarinhos e, ao chegar ao local, matou o adolescente a coronhadas de espingarda, cortou dois dedos da mão esquerda e os órgãos genitais da vítima, escondendo o corpo em seguida.

O cadáver só foi encontrado um mês depois e, na época do desaparecimento, Chagas ajudou a família do menor nas buscas. Ele conhecia a vítima e já havia trabalhado como ajudante de pedreiro com o pai do adolescente. Com esta, sobe para 12 o número de condenações a Francisco das Chagas por assassinato, e as penas já somam 414 anos e seis meses de prisão.

O julgamento foi presidido pelo juiz titular da titular da 9ª Vara Criminal, José Afonso Bezerra de Lima. A acusação ficou com o promotor de justiça Marco Aurélio Ramos Fonseca e a defesa com os defensores públicos Rodolpho Penna Lima e Antônio Agnus Filho.

Quem é ele

Francisco das Chagas tem 50 anos e é natural de Caxias, MA. Ele ficou conhecido nacionalmente por cometer crimes contra crianças e adolescentes, no caso conhecido como “Meninos Emasculados”, entre 1991 e 2003.

Ele está preso desde 2004 no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. De acordo com os autos processuais, o mecânico teria assassinado pelo menos 42 meninos, sendo que 30 moravam na região da Ilha de São Luís, e 12 no Pará. No Maranhão ele já foi julgado por 12 assassinatos. (G1 MA).

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