unnamed_3Um grupo de trabalhadores rurais interdita na tarde desta terça-feira (30) a rodovia BR-222, na altura do município de Bom Jesus do Tocantins, no sudeste do Pará. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o protesto estaria ligado à morte de dois trabalhadores rurais durante um confronto com seguranças da fazenda Gaúcha no último dia 22 de setembro.

Segundo os manifestantes teriam dito à PRF, uma reunião no Fórum de Marabá está sendo realizada nesta tarde para discutir a legalização de uma área e também a prisão do autor dos disparos que mataram o trabalhador rural Agnaldo Ribeiro Queiroz. Os participantes da reunião garantem que, independente do resultado da reunião, a via será liberada às 17h.

Entenda o caso

O sem-terra Agnaldo Ribeiro Queiroz morreu em consequência do baleamento que sofreu na noite do dia 22 de setembro, na fazenda Gaúcha, em Bom Jesus do Tocantins. Ele chegou a ser internado na UTI do Hospital Regional de Marabá, mas não resistiu.

Agnaldo foi a segunda vítima do conflito ocorrido dentro da fazenda, o trabalhador rural Jair Cleber dos Santos morreu na hora. “Ele era um homem guerreiro, batalhador, era um homem muito bom, um homem direito, honesto, digno”, conta emocionada a mulher de Agnaldo, Josivalna de Jesus.

O principal suspeito de ter efetuado os disparos contra os sem-terra continua foragido. O outro funcionário, que estava detido suspeito de envolvimento nas mortes, teve a prisão relaxada pela Justiça. Ele vai responder por porte ilegal de arma e pagará uma fiança no valor de um salário mínimo.

Em nota, a empresa proprietária da fazenda afirmou que a ameaça dos sem-terra à vida dos funcionários da fazenda Gaúcha culminou no tiroteio. A empresa disse que somente depois da conclusão do trabalho pericial é que se poderá identificar os autores dos disparos que atingiram os sem-terra. (G1 PA).

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