O Presídio São Luís 3 recebeu nessa quinta-feira(2) quatro dos nove detentos suspeitos de terem ordenado os ataques aos ônibus na capital maranhense. Até o momento, já foram transferidos 42 presos para o novo presídio, que é considerado de segurança média.

O local que tem capacidade para aproximadamente 479 presos não permite a entrada de pessoas com aparelhos celulares, e a medida é válida até para os funcionários, que antes de entrarem precisam passar por um sistema de raios-X, e detectores de metal.
Ao todo são 66 celas, com espaço para ocupar até 8 presos confortavelmente. O piso das celas é reforçado com uma camada grossa de concreto para proteger contra escavações, todos os presos usam uniforme padrão, e os advogados só podem conversar com seus clientes por meio do interfone.

De acordo com o Secretário de Justiça e Administração Penitenciária, Paulo Rodrigues da Costa, as novas acomodações vão acabar contribuindo para uma melhoria dos detentos e consequente uma possível segurança para a sociedade. “Essas imposições elas não advém, não são criadas pela Secretaria, mas são determinações legais que tem que ser seguidas, e nesse caminho encontramos aí essa via de mão dupla que nós pretendemos alcançar, ou seja, dar condições dignas de aprisionamento e consequentemente dar segurança a sociedade”.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão investiga agora se a transferência de alguns presos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas para o novo presídio com o sistema mais rígido de segurança é que estaria provocando reações de organizações criminosas com ordens para ataques nas ruas de São Luís. Em pouco mais de 10 dias 19 veículos foram incendiados por criminosos.  (G1 MA).

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