O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse ontem em Belém que não há risco de vir a ocorrer um surto de ebola no Brasil e reafirmou que o Instituto Evandro Chagas, ao qual direcionou rasgados elogios, vai continuar sendo o único laboratório credenciado para a identificação do vírus e diagnóstico da doença. O ministro afirmou também que a metodologia de cálculos para o financiamento da saúde, por meio de repasses aos Estados, está passando por um processo de transição. No futuro, garantiu Arthur Chioro, os Estados e os municípios que prestarem os melhores serviços passarão a ter também acesso a maiores volumes de recursos.

O ministro abriu ontem à noite, no Hilton Belém, o XI Congresso de Gestores Municipais de Saúde do Estado do Pará, que se realizará até amanhã, sexta-feira, paralelamente ao 1º Seminário de Integração da Saúde Indígena à Gestão Municipal do SUS (Serviço Único de Saúde).

O presidente do Colegiado de Secretários Municipais de Saúde do Pará (Cosems), Charles Tocantins, disse que o encontro vai abordar e centralizar as discussões sobre dois grandes temas – o funcionamento da saúde no Estado e os serviços oferecidos pelo Programa Mais Médicos. No tocante à saúde indígena, declarou que os participantes do seminário vão trocar ideias e apresentar propostas com vistas à integração de ações nesta área às das Secretarias Municipais de Saúde, visto que a execução da saúde indígena é de competência do governo
federal.

DÉFICIT

O secretário de Saúde do Estado, Hélio Franco, disse que o Pará tem cerca de seis mil médicos em atividade, 70% deles concentrados na Região Metropolitana de Belém. Esse número representa, segundo ele, 0,78 médicos por mil habitantes.

Somados os 525 profissionais do Programa Mais Médicos hoje lotados no Pará, em sua quase totalidade cubanos, ainda assim não se chegará à proporção de um médico para cada mil habitantes. Como o número recomendado pela Organização Mundial de Saúde é de dois médicos para cada mil habitantes, o titular da Sespa admitiu que o Pará convive hoje com um déficit de 50%, o equivalente a cerca de seis mil profissionais.

(Diário do Pará)

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