Coordenadores estaduais da Mulher em Situação de Violência Doméstica dos Tribunais de Justiça de todo o país participaram, nesta quarta-feira (24/10), na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, da reunião preparatória para a XII Semana Justiça pela Paz em Casa. Representando o Judiciário tocantinense, participou do evento juíza Nely Alves da Cruz.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Dias Toffoli, participou da abertura do encontro e afirmou que o CNJ manterá as ações de enfrentamento à violência doméstica no âmbito da Justiça e reforçou que, em sua gestão, essa área agregará ideias novas, trazidas pelos juízes e desembargadores que trabalham na área, para posteriores ações conjuntas. A próxima das três edições anuais da Semana Justiça pela Paz em Casa ocorre de 26 a 30 de novembro.

“A Semana Justiça pela Paz em Casa é muito mais do que implementar julgamentos concentrados de processos de violência doméstica. Um dos objetivos da ação é estimular parcerias entre órgãos não-governamentais, assim como envolver a sociedade civil, instituições e organizações não-governamentais nas áreas de segurança pública, assistência social, saúde, educação, habitação e trabalho, para efetiva prevenção e combate a todas as formas de violência contra a mulher”, afirmou Dias Toffoli, que defendeu o investimento em educação como forma de mudar a cultura do machismo e da violência em todas as esferas da sociedade.

Para a coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica no Tocantins, a semana é o momento oportuno para se debater a questão da violência de gênero e a mobilização do Judiciário é uma forma de reforçar a garantia dos direitos da mulher em situação de violência. “Assim como intensificar a propagação da lei Maria da Penha, para que os agressores saibam que a violência doméstica não é simplesmente briga de marido e mulher; é um crime e o autor deve ser punido”, afirmou a juíza Nely Alves da Cruz.

Tramitam atualmente no Judiciário brasileiro cerca de um milhão de processos de violência doméstica, sendo 10 mil sobre feminicídio. Durante o encontro, foram divulgados pelo Departamento de Pesquisa Judiciária do CNJ (DPJ) os dados referentes à última edição do mutirão. (Ascom)

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