O Governo Federal, através do Ministério da Educação (MEC) concederá a no dia 15 de dezembro a Medalha Nilo Peçanha à 100 personalidades de todo o Brasil, pelo centenário da criação do Ensino Técnico e Profissional brasileiro.

Estas personalidades foram escolhidas pela Comissão do Centenário do MEC, considerando as indicações dos Reitores dos Institutos Federais de Educação, que julgaram os serviços prestados à educação técnica-profissional dos indicados.

O araguatinense Francisco Aldivino Gonçalves foi indicado pelo Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e pelo Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT), devido o seu trabalho de implantação, estruturação e Direção-Geral, frente ao Campus de Cáceres-MT, no período de 1980 a 1986.

O MEC resolveu aceitar a indicação do nome do Prof. Aldivino pelos seguintes motivos:

Aldivino tem uma história de 25 anos ininterruptos, dedicados ao ensino agrotécnico.

Tudo começou em 1973, quando oriundo da capital paulista, foi escolhido como chefe de uma equipe do Projeto Rondon, composta por universitários, em sua maioria da USP. A equipe do Projeto Rondon atuou em Guaraí, por 45 dias. Guaraí naquela época, conforme levantamento feito por Aldivino e sua equipe tinha apenas 120m casas, na sua maioria de madeira.

Aldivino foi visitar Pedro Afonso em um final de semana e se apaixonou pela cidade, lá fixando-se. Lecionou em diversos Colégios e logo foi nomeado Superintendente Regional de Educação e Cultura, com sede em Pedro Afonso. Nesta condição, Aldivino que tinha estudado em Escola Agrotécnica em Jaboticabal-SP, fundou, ainda em 1973, o Colégio Estadual Agrícola de Pedro Afonso, reconhecido pelo Governador Leonino Caiado em 1974. Neste episódio Aldivino obteve o apoio do então deputado federal Siqueira Campos. Aldivino trabalhou em Pedro Afonso até 1975, quando foi nomeado pelo MEC- Coagri, para dirigir a EAF/Urutaí-GO, hoje um dos mais importantes Campus do IFGO.

Em Urutaí, Aldivino teve um trabalho incessante de 1975 a 1980. O MEC, notando que Prof. Aldivino era de fato um desbravador, como o apelidaram em Brasília, nomeou-o Diretor-Geral da EAF/Cáceres-MT. Lá Aldivino comandou os trabalhos desde os serviços de desmatamento até a conclusão das obras, estruturação da nova Escola, concurso público, etc. Lá ficou de 1980 a 1986, ocasião em que se deslocava constantemente para Boa Vista em Roraima, para implantar o ensino agrotécnico, naquele Território Federal, a pedido do MEC.

Após cumprir a sua missão, no Mato Grosso, o MEC enviou o Prof. Aldivino para a EAF/Salinas-MG, na condição “interventor”, para colocar ordem na Instituição que se encontrava em greve. Aldivino permaneceu em Salinas-MG, de junho a Novembro/1986.

Ainda em Dezembro/86, Aldivino foi designado pelo MEC para construir, equipar, estruturar e fazer funcionar a EAF/ARAGUATINS. Aqui, Aldivino teve um trabalho hercúleo, pois iniciou da estaca zero, do primeiro tijolo. A fértil área da antiga EAFA, de 561 hectares era coberta por um extenso e fechado cerradão e mata. Aldivino comandou os trabalhos de desmate, iniciando também as obras, em convênio com a Prefeitura, cujo prefeito era Zé Guilherme. Já em 1987, a EAFA começou a produzir muito arroz e milho, além de iniciar a implantação das pastagens. As obras não podiam parar e o preparo do campo para implantação das Unidades Educativas de produção tinha que avançar, por vezes, tendo o próprio Aldivino no volante do Massey Ferguson- 95X, aos sábados, domingos e noite adentro.

Em 1988, a Escola já possuia os seus prédios administrativos e algumas unidades educativas de produção, mas não tinha nenhum servidor. Aldivino não titubeou. Em companhia de Zé Guilherme e do ex-prefeito João de Deus, foi até Miracema do Tocantins, onde conseguiu junto ao primeiro Governador do Tocantins, Siqueira Campos, autorização para contratar 40 servidores . Aldivino, mesmo sem autorização do MEC, iniciou o funcionamento da EAFA em meados de 1988, com mais de 40 alunos pioneiros. Foi uma luta incessante, transportando alunos em caçambas e carretas, por uma estrada péssima e uma ponte sobre o Taquarí, em más condições. Siqueira Campos pagou os servidores por quase 02 anos, até que o MEC realizasse o primeiro concurso público da EAFA.

Aldivino permaneceu na EAFA por quase 07 anos, de 1986 até 1993.

Cumprida a sua missão, o MEC enviou Aldivino para Colorado do Oeste-RO para implantar mais uma Escola Agrotécnica, nos mesmos moldes da EAFA. Lá Aldivino teve que desmatar e construir também a partir da estaca zero. De Colorado do Oeste, Aldivino se deslocava constantemente para Codó no Maranhão, para dar assistência técnica e pedagógica para a implantação da EAF/Codó.

Cumprida a sua missão em Rondônia e após quase um quarto de século como gestor de Escolas Agrotécnicas, Aldivino se aposentou.

Aposentado, Aldivino voltou para o Tocantins e a convite do então Governador Siqueira Campos, foi nomeado Assessor Especial do Governo, inicialmente, auxiliando na implantação do Provida.

Siqueira Campos, nomeou Aldivino para assumir a Delegacia de Ensino em Araguatins em 1999. Antes que Aldivino assumisse em Araguatins, o Governador chamou-o e pediu que continuasse em Palmas como assessor especial responsável pelo acompanhamento do processo de implantação da Escola Técnica Federal de Palmas. A ETF, naquela época estava com suas obras completamente paralizadas por falta de verbas. Aldivino em sua nova missão se deslocava constantemente para Brasília, onde tinha audiências com os deputados federais e senadores tocantinenses, para tratar do assunto.

Foi recebido em audiência pelo Ministro Paulo Renato e explicou a situação da ETF-Palmas. Aldivino teve o seu pedido atendido. A partir daí, as obras reiniciaram a “todo vapor”. Após a conclusão das obras, Aldivino deu por encerrada a sua missão. Mudou-se para Araguatins em 2001, continuando como assessor especial, até o final do mandato de Siqueira Campos. (Da assessoria de imprensa do professor Francisco Aldivino)

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