O setor madeireiro paraense tem o que comemorar em 2010. Após quase quatro anos de quedas consecutivas na geração de empregos formais, o balanço mostra números positivos de janeiro a setembro deste ano. A constatação é do Dieese no Pará (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

O estudo abrange classes do setor e principais municípios do Pará, onde a indústria madeireira tem forte participação na economia. Em setembro, foram contratadas 1.298 pessoas contra 898 desligamentos, gerando um saldo positivo de 400 postos de trabalho em todo o Estado. Entre as classes analisadas, somente a ‘Fabricação de Artefatos de Tanoaria e de Embalagens de Madeira’ apresentou saldo negativo de empregos formais, com perda de 4 postos de trabalho formais.

Na outra ponta, a classe com o maior número de postos de trabalho gerados foi a de ‘Desdobramento de Madeira (Serrarias)’, com um saldo positivo de 271 postos de trabalho; seguido pela ‘Fabricação de Madeira Laminada’, com saldo positivo de 89 postos de trabalho; ‘Fabricação de Estruturas de Madeira’, com saldo positivo de 33 postos de trabalho; e ‘Fabricação de Artefatos de Madeira, Palha e Cortiça’, com saldo positivo de 11 postos de trabalho.

2010

De janeiro a setembro deste ano o setor realizou 9.591 admissões contra 8.264 desligamentos, gerando um saldo positivo de 1.327 postos de trabalho formais. Este saldo positivo dos primeiros nove meses de 2010 foi o melhor já alcançado pelo Estado do Pará desde o ano de 2007.

As análises feitas pelo Dieese  mostram ainda que, com base nos dados do ano de 2010, entre as atividades econômicas do setor, a maioria das classes apresentou saldos positivos. No período, a classe de ‘Desdobramento de Madeira (Serrarias)’ apresentou o maior saldo de postos de trabalhos formais. Foram feitas 7.287 admissões contra 6.111 desligamentos, gerando um saldo positivo de 1.176 postos de trabalho.

Em seguida vem a classe de ‘Fabricação de Estrutura de Madeira’, que fez no período 307 admissões contra 207 desligamentos, gerando um saldo positivo de 100 postos de trabalho; da classe ‘Fabricação de Artefatos de Madeira, palha e cortiça’, com um total de 175 admissões contra 124 desligamentos, gerando um saldo positivo de 51 postos de trabalho; e classe ‘Fabricação de Artefatos de Tanoaria’, que fez no período 14 admissões contra 12 desligamentos.

Na outra ponta, a classe de ‘Fabricação de Madeira Laminada’ apresentou perda de postos de trabalho. Foram 1.808 admissões contra 1.810 desligamentos, gerando um saldo negativo de 02 postos de trabalho.

Municípios

Entre as 72 cidades paraenses analisadas, os destaques foram: Paragominas, com um saldo positivo de 358 postos de trabalho; seguido de Jacundá, com saldo positivo de 291 postos de trabalho; Belém, com um saldo positivo de 158 postos de trabalho; Tomé-Açu, com saldo 144 empregos; Rondon do Pará, que gerou 119 postos de trabalho; Portel, com um saldo positivo 114 postos de trabalho; Itaituba, com um saldo positivo de 91 postos de trabalho.

Em seguida estão Afuá, com um saldo positivo de 90 postos de trabalho; São Miguel do Guamá, com um saldo positivo de 85 postos de trabalho; Almeirim e Breves, ambos com um saldo positivo de 81 postos de trabalho; Benevides, com um saldo positivo de 58 postos de trabalho; Pacajá, com um saldo positivo de 45 postos de trabalho; Goianésia do Pará e Santarém, ambos com um saldo positivo de 43 postos de trabalho; Bujaru e Jacareacanga, ambos com saldo positivo de 28 postos de trabalho; Novo Progresso, com um saldo positivo de 26 postos de trabalho; Tucuruí, com um saldo positivo de 23 postos de trabalho; Anapu, com um saldo positivo de 22 postos de trabalho.

No mesmo período, os municípios que apresentaram as maiores quedas na geração de postos de trabalhos foram: Ananindeua, com um saldo negativo de 222 postos de trabalho; Santa Bárbara do Pará, com um saldo negativo de 155 postos de trabalho; Uruará, com um saldo negativo de 144 postos de trabalho; Novo Repartimento, com um saldo negativo de 52 postos de trabalho; Marituba, com um saldo negativo de 41 postos de trabalho; Breu Branco, com um saldo negativo de 23 postos de trabalho; Abel Figueiredo, com um saldo negativo de 21 postos de trabalho; e os municípios de Tailândia e Altamira, ambos com um saldo negativo de 20 postos de trabalhos. (Portal ORM)

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