A equipe da Delegacia de Homicídios, da Polícia Civil de Marabá, sudeste do Pará, prendeu neste domingo, 21, Messias da Silva, Enos Corrêa da Silva e Erinaldo da Conceição Sales. Eles são acusados de envolvimento no assassinato de Raimundo José da Cruz Silva, em 29 de outubro deste ano. As prisões deles foram efetuadas pelos policiais civis Paulo Gomes, Isaías Borges e Rui Queiroz, sob coordenação da delegada Adriana Sacramento Silva, titular da unidade policial. Conforme o inquérito, Enos Corrêa da Silva, Erinaldo da Conceição Sales e outro comparsa não-identificado mataram a pauladas a vítima e, após o crime, colocaram o cadáver em um carro-de-mão. Depois, eles jogaram o corpo em um barreiro com poça d’água de 1,5 metro de profundidade dentro da área das olarias. Antes de jogá-lo, os criminosos fizeram um corte no abdômen e amarraram um saco de cimento na cintura, para que o corpo não voltasse à tona.

A delegada apurou que, após o crime, Messias da Silva passou a tomar conta da olaria, pois Raimundo José da Cruz Silva, o outro acusado, era proprietário do local. Ele chegou a vender bens e dividiu o dinheiro com os comparsas. O  fato chamou a atenção de amigos de Raimundo José. Um deles procurou a Polícia Militar que o encaminhou à Delegacia de Homicídios. Assim, a equipe policial foi até a olaria, onde encontrou os acusados no momento em que estavam reunidos no local. Eles foram conduzidos à sede da Delegacia, onde, diante da delegada Adriana Sacramento, confessaram a participação no crime. Diante disso, a autoridade policial representou perante à Justiça pela custódia preventiva de Messias da Silva, Erinaldo da Conceição Sales e Enos Corrêa da Silva.

A ordem de prisão foi deferida pelo juiz de Direito Jonas da Conceição Silva. Erinaldo da Conceição da Sales mostrou aos policiais civis o barreiro em que foi escondido o cadáver. A Polícia Civil acionou o Instituto Médico Legal de Marabá e Corpo de Bombeiros, para fazer a retirada do corpo, que já estava em estado avançado de decomposição. Os indiciados alegaram que praticaram o crime porque Raimundo estaria planejando matá-los. Os acusados afirmaram que sabiam de um homicídio cometido por Raimundo na olaria há alguns meses. Messias da Silva, Erinaldo da Conceição Sales e Enos Corrêa da Silva foram submetidos ao exame de lesão corporal no IML e permanecerão recolhidos à disposição da Justiça de Marabá.

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