Agentes da Polícia Federal (PF) e auditores da Controladoria Geral da União (CGU) prenderam durante a Operação Vide Bula, duas pessoas acusadas de porte ilegal de armas e cumpriram 59 mandados de busca e apreensão em sete cidades paraenses, incluindo Belém. O objetivo dos policiais é combater grupos de empresas fornecedoras de medicamentos que negociavam com as administrações municipais sem qualquer procedimento licitatório legal. Os federais encontraram uma arma com o prefeito de Terra Alta, Haroldo Pinto, e cinco em poder do ex-prefeito de Magalhães Barata, Raimundo Faro. Os 36 auditores da CGU e os 260 que participaram da operação estimam que as irregularidades detectadas nos seis municípios provocaram um prejuízo estimado em mais de R$ 9 milhões. Os agentes apreenderam dinheiro, documentos e remédios.

Os investigados são suspeitos de crime de responsabilidade, peculato, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, crimes em licitação e formação de quadrilha. Trinta e duas pessoas, entre elas prefeitos dos municípios investigados, deverão ser indiciados.

A operação foi desencadeada nos municípios são Belém, Bujaru, Colares, Magalhães Barata, São Domingo do Capim, Santo Antônio do Tauá e Terra Alta. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em locais como as sedes das prefeituras municipais citadas e das respectivas secretarias municipais de saúde; e as residências dos prefeitos de cada cidade envolvida na operação, os domicílios de 12 secretários municipais de saúde e as casas de três vereadores, além de fornecedores e contadores. Escritórios de contabilidade e as sedes das empresas envolvidas também estiveram no alvo da operação, assim como uma Organização Não Governamental (ONG) ligada a um deputado estadual do Pará. O nome do parlamentar não foi divulgado pela Polícia Federal. Em Belém, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos somente em organizações e estabelecimentos envolvidos no caso. (O Liberal)

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