Das quase 70 mil internações registradas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em hospitais públicos e conveniados no Tocantins, de janeiro a agosto deste ano, 13% referem-se a doenças do aparelho respiratório. É a segunda causa de internação depois de gravidez, parto e puerpério – que representam 23,4% dos casos -, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), do Ministério da Saúde, com base de dados nacional de 1º de outubro de 2010, analisados pelo Jornal do Tocantins. O levantamento considerou os 21 capítulos da Classificação Internacional de Doenças (CID). Excluídos os casos obstétricos (capítulo XV), as doenças respiratórias (capítulo X) lideram os registros de internação.

Em terceiro lugar aparecem as internações por lesões, envenenamentos e algumas outras consequências de causas externas (capítulo XIX), com 7.794 casos (11,2%), seguido de algumas doenças infecciosas e parasitárias (capítulo I), com 6.788 casos (9,74%) e doenças do aparelho digestivo (capítulo XI), com 5.750 ocorrências (8,25%). Em sexto lugar nas causas de internações estão as doenças do aparelho geniturinário (capítulo XIV), com 5.068 registros (7,3%), seguido de doenças do aparelho circulatório (capítulo IX), com 4.973 casos (7,1%) e, em oitavo lugar, as neoplasias (tumores – capítulo II), responsáveis por 3.028 internações no período (4,3%).

Óbitos

Embora apareçam somente em sétimo lugar na lista de causas de internações pelo SUS no Tocantins, as doenças do aparelho circulatório lideram o ranking de óbitos. Foram 416 mortes de janeiro a agosto deste ano, que representam 23,4% do total de óbitos registrados no período. Os problemas de acidente vascular cerebral (não especificado como hemorrágico ou isquêmico) são maioria no grupo de óbitos por doenças do aparelho circulatório, com 150 mortes no período. Insuficiência cardíaca aparece em segundo lugar, com 123 óbitos, seguida de infarto agudo do miocárdio, com 30 ocorrências.

Quando são verificadas as causas de óbitos no período de janeiro a agosto deste ano, segundo os dados do SIH/SUS, as posições das doenças se invertem completamente em relação ao ranking de internações. No período, das 69.715 internações, 1.780 (2,55%) resultaram em óbitos. Depois das doenças do aparelho circulatório como principais causas de mortes, aparecem as doenças do aparelho respiratório, com 315 casos (17,7%). Em terceiro lugar como causa de óbitos aparecem as neoplasias (tumores), com 214 casos (12%) no período.

Inversamente contrário ao ranking de internações, onde gravidez, parto e puerpério figuram em primeiro lugar, com 16.305 registros (nas internações obstétricas, pode haver dois internados para uma mesma AIH – a parturiente e o recém-nato), na lista de óbitos decorrentes das internações esses casos aparecem em último, com apenas cinco registros de mortes no período de janeiro a agosto de 2010. No mesmo período de 2009, gravidez, parto e puerpério também aparecem em último no ranking de óbito, com apenas três ocorrências. Em todo o ano passado, foram seis mortes decorrentes de internações obstétricas.

Comparativos

Os números de internações e de óbitos de janeiro a agosto de 2010 superam os de 2009 relativos ao mesmo período. No ano passado, ocorreram 67.034 internações nos oito primeiros meses e foram registrados 1.595 óbitos. Nesse período, em 2010, o número de internações subiu 4% e o número de óbitos, 11,6%.

Municípios

Palmas tem o maior número de internações nos primeiros oito meses deste ano, com 15.027 registros. Araguaína, segundo maior município do Estado em número de habitantes, vem logo atrás com 14.079 internações. O terceiro lugar pertence a Augustinópolis, no Extremo-Norte do Tocantins. O município com 15.883 habitantes, segundo o Censo 2010, apresenta 6.254 internações de janeiro a agosto deste ano, ficando à frente de Gurupi, terceira maior cidade tocantinense (76.275 habitantes), com 5.255 internações e de Porto Nacional, que registrou 5.472 ocorrências. (Valéria Kurovski – Jornal do Tocantins)

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