Suspeita de enriquecimento ilícito, fraude em compras de alimentos e na lista de detentos, uso inadequado das dependências da delegacia e favorecimento de presos foram algumas das justificativas apontadas na denúncia de Ação de Improbidade Administrativa protocolada pelo Ministério Público Estadual (MPE). A ação é referente a atos de dois agentes de polícia e um servidor administrativo da delegacia de Xambioá.

Recentemente, a delegacia da cidade foi manchete nacional após um flagrante de um preso prestando atendimento administrativo.De acordo com o documento, Saulo Barros Borba, na ocasião chefe da cadeia da cidade, favoreceu o presidiário do regime semi-aberto Mizael Evangelista dos Santos não registrando suas faltas.

O servidor Carlos Alberto Gonçalves Oliveira é acusado de fraudar, juntamente com Borba, a quantidade de presos para receber verba maior, além de fraudes nas compras de alimentos. A ação diz que a delegacia comprou 174 quilos de carne e 85 quilos de arroz para alimentar menos de 15 presos em um mês.

O agente de polícia Paulo Rogério Alves da Silva foi denunciado por ter sido flagrado em um encontro íntimo com uma mulher dentro da delegacia.

MPE requereu a perda função pública dos três servidores e que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) instaure um processo de tomadas de contas para esclarecer inclusive a suspeita de enriquecimento ilícito de Borba, que estaria comprando imóveis em cidades próximas a Xambioá.

A equipe do Jornal do Tocantins tentou ouvir a Secretaria de Segurança Pública (SSP-TO) e o diretor de prisão e cadeias públicas do Estado, Jairon Afonso Coelho Miranda sobre o caso, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição. (Alessandra Brito – Jornal do Tocantins)

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