Sem títuloA escola Palma Muniz, no município de Redenção, no sudeste do Pará, não passa por reforma há 36 anos. A instalação elétrica é a mesma desde sua inauguração, em 1978, quando a energia da cidade ainda era gerada por motores a diesel.

Algumas portas de madeira da instituição estão caindo ou quebradas, várias paredes estão rachadas e os telhados esburacados, o que resulta em alagamentos sempre que chove.

“A gente está precisando de reforma urgente aqui na escola, não está tendo condição de assistir aula. Os ventiladores estão caindo sobre as nossas cabeças”, comenta o estudante Samuel Santos.

Os alunos ainda se ariscam com fios desencapados ao tentar ligar o ventilador de uma das salas, que desliga sozinho com frequência. “Por estarmos em situações precárias, acham que somos menos capacitados”, lamenta a aluna Karen Medalha.

Segundo a diretora da instituição, é preciso fazer a troca dos ventiladores com frequência, e só este ano, a escola já passou por dois princípios de incêndio.

“É risco de vida, de repente uma criança pode ser acidentada. Quem vai ser o responsável? Nós não podemos nos responsabilizar por algo que está fora da nossa alçada, mas nós podemos pedir para as autoridades que olhe para nós com urgência”, ressalta a diretora Lilian Borges.

A ex-aluna e mãe de alunos, Josiane Silva, revela que viu o prédio ser inaugurado e se deteriorar sem nenhuma reforma. “O meu sentimento é de indignação, de saber que fui aluna desta escola e que tudo continua do mesmo jeito. Cadê a valorização da educação?”, indaga.

A Secretária Estadual de Educação (Seduc) ainda não se pronunciou sobre o caso.

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