A promotoria de Justiça Militar denunciou mais 20 policiais militares acusados de envolvimento em venda de bens públicos e desvio de doações. A fraude teria gerado ao cofre público um prejuízo em torno de R$ 15 milhões.

segundo a Justiça, a Coronel da PM Ruth Léa Costa Guimarães e o Sargento Raimundo Nonato Sousa de Lima mantinham um negócio de venda de viaturas usadas em conjunto com o civil Nicanor Joaquim da Silva. As viaturas – doadas a instituições filantrópicas – eram declaradas inservíveis e vendidas por Nicanor, esquema este acobertado pela Coronel Ruth Léa.

Queima de arquivo

Os crimes datam de 2013, quando foi denunciado pela primeira vez. Na época da denúncia, segundo a Justiça Militar, não havia elementos de prova suficientes para inclusão de mais pessoas na ação. Para dificultar as investigações, em 1º de outubro de 2013 o civil Nicanor Joaquim da Silva foi assassinado com um tiro na cabeça enquanto dirigia um carro na Alça Viária. Não houve quaisquer indícios de tentativa de arrombamento do veículo ou de roubo, o que indica que seu assassinato foi encomendado, como uma espécie de queima de arquivo, já que ele poderia apontar mais facilmente os nomes dos demais militares envolvidos.

A partir do aprofundamento das investigações, nova denúncia foi oferecida em outubro deste ano. Nela foi identificada grande parte (ainda não a totalidade) dos policiais militares que também atuaram para viabilizar o desvio das viaturas.

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