A população paraense sofre com a carência de profissionais na área da odontologia, já que o estado apresenta um déficit de 673 dentistas para atender à demanda de saúde bucal das comunidades. O problema está sendo discutido em Belém durante a 11ª Jornada de Saúde Bucal da Amazônia.

Segundo o Conselho Regional de Odontologia (CRO), o estado possui pouco mais de 4.500 mil cirurgiões dentistas registrados, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um profissional para cada 1500 mil habitantes. O Pará possui cerca de 7.800 milhões de habitantes, logo, o déficit chega a 40%.

“Em relação ao atendimento odontológico para a comunidade, é necessária a sensibilidade desses profissionais. As regiões do interior do estado, infelizmente, não possuem esse atendimento adequado”, disse o presidente do CRO, Roberto Pires.

Diante do quadro, a população enfrenta sérias dificuldades para conseguir atendimento na rede pública, como a moradora do bairro da Terra Firme, Diva Saldanha, de 42 anos, que conta que nunca conseguiu consulta com um cirurgião dentista pela rede pública.

“Eu tinha que dormir na fila para conseguir pegar vaga para os meus filhos. Eles só distribuíam 20 fichas e tinha que pagar por fora para fazer extração de dente, obturação, cirurgia e outros serviços”, reclama

Famílias de baixa renda recebem atendimentos em projetos de organizações não governamentais, como a ong “Turma do Bem”, que há 11 anos realiza tratamento odontológico gratuito para adolescentes de baixa renda com a faixa etária entre 11 e 17 anos.

“Como ela não foi atendida pelo posto de saúde, então, através da ong ela conseguiu esse atendimento e agora com tranquilidade ela vai poder seguir o tratamento completo dos filhos dela”, explicou uma das dentista da ong.

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