Usuários do Hospital Municipal de Araguatins (HMA) reclamam da falta de medicamentos e péssima qualidade da comida servidas na unidade. A reclamação foi feita por um grupo de familiares que procurou o webjornal Folha do Bico para registrar a queixa, nesta segunda-feira, 12.

De acordo com o autônomo, Paulo Martins Ribeiro, que é filho e acompanhante do paciente Raimundo Ribeiro, de 66 anos, a situação é crítica. Ele conta que está no hospital há cerca de 10 dias, com seu pai internado, mas que rotineiramente é obrigado a comprar remédios, porque tem faltado medicamento na unidade hospitalar. Paulo disse ainda que as refeições são fora do horário, inadequadas e inconstantes.

Paulo fez questão ressaltar que tem recebido bom atendimento de enfermeiras e médicos, porém a gestão do hospital não tem dado condições para os profissionais atenderem adequadamente os pacientes. “Não adianta as enfermeiras cuidarem bem dos pacientes e faltar remédio e até comida. Nesses 10 dias aqui, por várias vezes tive que sair para comprar remédio e alimentação. Presenciei outras famílias também tendo de fazer isso para não prejudicar o tratamento”, contou Paulo.

A neta de outro paciente, que já está há 11 dias no hospital e tem 83 anos, pediu para não se identificar, falou que seu avô chegou ao HMA com um inchaço e vermelhidão na perna, sentindo muitas dores. Durante esse tempo de internação, a maioria dos medicamentos a família teve de arcar com a compra. “Os funcionários precisa fazer vaquinha para poder comprar temperos pra fazer comida dos pacientes. Não tem horário certo das refeição. Os quartos não tem ar, pois tiraram e nunca colocaram. Atendimento bom das enfermeiras, mas acho um descaso, estar no hospital e precisar sair pra comprar remédio”, afirmou.

Paulo Martins Ribeiro critica a falta de remédios e comida.

Em outro caso, uma paciente pediu alta, pois era diabética e não estava recebendo alimentação correta no HMA. A filha assinou o termo de responsabilidade e levou a paciente para casa, pois já tinha 13 dias que estava internada e além da alimentação, enfrentou problemas com a medicação.

O grupo aproveitou para pedir providências da Câmara Municipal e apoio do Ministério Público para averiguar a situação. “Sei que o promotor é bastante atarefado e tem muita coisa importante para fazer. Mas pedimos que ele nos ajude, a população tem passado muitas dificuldade e não estamos pedindo luxo ou coisas banais. Precisamos apenas do básico que é o remédio e a alimentação adequada”, disse Paulo Ribeiro.

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