“Sentimento de missão cumprida. Eu estou muito feliz”. Foi assim que Dayanne Állex Pereira deixou o Fórum de Palmas, nesta terça-feira, 6, após realização de audiência agendada durante a Semana Nacional da Conciliação. O acordo foi possível graças à utilização de um aplicativo de celular para realizar chamada de vídeo com uma das partes requeridas.

Com uma ação de investigação de paternidade cumulado com negatória de filiação e alteração de registro público em tramitação há cerca de cinco meses, Dayanne conseguiu garantir o direito de retificação do registro de nascimento e substituir no documento os dados do pai socioafetivo pelos dados do pai biológico.

Na audiência de conciliação realizada pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Palmas, a autora da ação e o pai biológico estavam fisicamente presentes. Mas o pai registral não pôde comparecer, já que mora na Bahia. Desta forma, optou-se pela realização de uma chamada de vídeo via whatsapp para que o segundo requerente participasse do processo. “Aberta a audiência, foi feito o contato telefônico com o segundo requerido via vídeo chamada, tendo as partes dialogado e tentada a conciliação, restou exitosa. As partes concordaram com a gravação da audiência em vídeo, que será encaminhada á vara de origem do processo”, explicou a juíza Umbelina Lopes, coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).

Para a autora da ação, que tem 34 anos, esse era um desejo antigo que finalmente foi realizado. “Meu pai biológico ficou muito feliz com a decisão de hoje; e o meu pai socioafetivo, apesar de não ter mais o nome dele, o sentimento continua. Ele me deu um nome e sou muito grata”, complementou. (Paula Bittencourt)

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