Uma mulher que foi presa tentando entrar na Casa de Prisão Provisória de Tocantinópolis, norte do Tocantins, com maconha dentro de um colchão ganhou liberdade cerca de 24 horas após a prisão. A Justiça concedeu a soltura porque Rosilene Rodrigues da Silva, de 25 anos, possui dois filhos menores, sendo que o mais novo tem cinco meses de vida.

O caso aconteceu na última sexta-feira (9) e a decisão foi publicada no sábado (10). Em uma foto tirada no momento da prisão, Rosilene aparentava estar tranquila e aproveitou para fazer sinal de arma com a mão. A mulher já tinha sido presa esse ano pelo mesmo crime.

O Ministério Público Estadual se manifestou de forma contrária à liberdade dela. Disse que em uma rápida consulta, verificou que ela possui outras ações penais, o que demonstra afetividade para o mundo do crime. Informou também que “as circunstâncias do crime revelam desprezo pelas instituições e evidenciam a periculosidade social da autuada”.

Na decisão, o juiz Ariostenis Guimarães Vieira disse que não ignora os diversos precedentes dos tribunais superiores, em especial do Supremo Tribunal Federal, favorável às mulheres presas que possuem filhos menores.

Argumentou também que ela está envolvida em crimes de pequena gravidade e que nenhum deles foi praticado com violência ou grave ameaça à pessoa, o que afasta a alegada periculosidade social a justificar a prisão.

Entenda

O flagrante foi feito na última sexta-feira (9). O que chamou a atenção dos agentes penitenciários foi o forte odor exalado, além de uma costura que fugia ao padrão do colchão. Os servidores tiraram a capa e encontraram a droga escondida dentro da espuma.

Um celular que estava com a mulher também foi apreendido. A suspeita foi levada para a delegacia de Tocantinópolis e autuada por tráfico de drogas. (G1/Foto: Tocnotícias)

- Publicidade -

FAÇA UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.