Bem que eles tentaram, mas como vem acontecendo o auto-denominado “Grupo da Elite” sofreu mais uma importante derrota, agora para o vereador Cláudio Santana (PMDB) que confirmou seu favoritismo e venceu com larga vantagem a disputa pela presidência da Câmara de Vereadores.

Com oito votos de nove possíveis, Santana se tornou pela segunda vez presidente da Câmara Municipal. A Mesa Diretora que administrará a Casa de Leis no próximo biênio ficou formada com: Cláudio Santana(PMDB), Presidente; Conceição(PSB), Vice-presidente; Josenildo Marques(DEM), 1º Secretário, Gleides(PSB), 2º Secretário e Sérginho do Chagas(PMDB), Membro.

Vitória larga, mas dura

Cláudio Santana apesar de vencer com folga a disputa, teve de ser firme para suportar as investidas de seus adversários em membros de sua chapa. O mais assediado foi o vereador Gleides, que por algumas horas se transformou no virtual presidente.

A princípio o candidato do grupo oposicionista sempre foi Nemésio Parente(PR) que tentou de todas as formas, assessorado por Pretinho e Tolentino formar uma chapa vencedora. Assim que terminou a eleição estadual de 3 de outubro, os lideres do auto-denominado “Grupo da Elite”, começaram imediatamente a colocar em prática o projeto de tomar o comando da Câmara Municipal. Fizeram as contas e chegaram a conclusão que tinham três votos certos: o do próprio Nemésio Parente, este o candidato; o voto de Zé do Coco, atual presidente da Câmara e já acertado com Nemésio desde 2008 com voto trocado pois Parente havia votado nele, e, Di Assis(PR) que na verdade virou quase um menino de recados de Nemésio. O 4º voto sempre foi uma dúvida, pois era o voto do vereador Abraão, este, sempre observado com desconfianças, pois nunca adotou uma posição firme, portanto era um voto a ser trabalhado, mas com possibilidades de conquistas.

Faltava ao grupo o 5º e decisivo voto. Daí deu-se inicio ao festival de promessas na tentativa de cooptar um aliado na chapa de Santana. Após muita analise o “Grupo da Elite” escolheu o vereador Gleides como alvo, por considera-lo a figura mais frágil e fácil de ser cooptada.

Identificado o alvo a estratégia também foi logo bolada. O primeiro passo seria trazer para próximo das articulações o irmão de Gleides, o empresário Aquiles, que seria uma importante ponte de aproximação.

Após convencer Aquiles foi a vez de efetivamente elaborar uma que convencesse Gleides. A proposta foi oferecer ao parlamentar a permanência de Antônio Mauro, atual chefe da Unidade Regional do Naturatins, no cargo. Mauro é amigo pessoal e apoiador de Gleides.

Desde então, Gleide passou a ser pressionado pelos dois lados. Um oferecendo o cargo no Naturatins, o outro coagindo pela palavra anteriormente empenhada.

Na noite de segunda-feira, 6, vésperas da eleição, o “Grupo da Elite” se reuniu na residência do vereador Nemésio Parente para tentar uma última ofensiva sob Gleides e derrotar Santana. Eis que a última cartada desesperada foi dada, e resolveram retirar a candidatura de Nemésio Parente e hipotecar apoio ao próprio Gleides para presidente.

Pronto, Gleides aceitou e passou a ser o candidato do grupo. Dormiu como virtual presidente da Câmara.

Ontem, terça-feira, 7, o dia amanheceu ainda mais cedo para os parlamentares, pois havia tempo para articulações. Muitas conversas foram travadas antes do inicio da sessão na Câmara. Essas conversas levantaram muitas suspeitas e desconfianças, principalmente dentro do grupo que virtualmente apoiaria Gleides, havendo parlamentar titubeando no apoio à Gleides, pois o acordo havia sido feito com a participação de Tolentino e Pretinho, pessoas totalmente fora do dia-a-dia da Câmara, isso gerou indignação, revolta e desconfiança em alguns parlamentares que começaram a sinalizar a possibilidade de não votar em Gleides e migrar para o grupo de Santana.

Percebendo que poderia estar entrando em fria e acabar sem nada, Gleides resolveu pegar do “saco, pelo menos o cordão”, desistiu de ser candidato a presidente e voltou a compor com Cláudio Santana, assim ocupando uma cadeira na Mesa Diretora da Câmara e desarticulando por completo o “Grupo da Elite”, que já não tinha mais tempo para uma reação.

Não havendo mais formas e tempo para negociações a eleição foi iniciada e apenas a chapa de Cláudio Santana foi apresentada, vencendo com oito dos nove votos possíveis.

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