A mina de ouro já batizada pela imprensa como a Nova Mina Serra Pelada avança de forma acelerada em sua implantação, que deve atingir 3.930 metros de plano inclinado com profundidade de 400 metros. Depois da chegada das Road Headers, conhecidas como “Tatus de Túnel”, as escavações já se aproximam dos primeiros cem metros e uma das preocupações primordiais tem sido a atenção redobrada na segurança dos operários que trabalham direta e indiretamente nos trabalhos de escavação e fortificação da rampa de acesso ao subsolo.

O engenheiro Luiz Carlos Celaro, responsável pela implantação da mina, mantém uma equipe para garantir a segurança dos profissionais e dos envolvidos nos trabalhos do projeto de mineração. A equipe contratada é composta por um engenheiro de segurança que conta com o suporte de mais cinco técnicos de segurança do trabalho, uma enfermeira, cinco técnicos em enfermagem e um médico do trabalho.

Dentro do plano de ação do setor de segurança está o PGR – Programa de Gerenciamento de Risco, que segundo Roberval Gomes, chefe da equipe, é uma importante ferramenta de estudo e elaboração de programas que garantem a segurança dos trabalhadores. “No PGR estão listados todos os prováveis riscos contidos em cada atividade e qual a melhor forma de preveni-los, indicando inclusive os riscos de cada setor separadamente de forma que podemos perceber quais atividades oferecem mais riscos e merecem mais atenção, o que nos dá uma visão preventiva e nos possibilita assegurar a saúde dos profissionais”, explica o chefe da equipe.

No Projeto Serra Pelada todos os profissionais admitidos passam por treinamento de segurança com duração de 40hs, sendo parte teórica e parte em campo. Contudo, se o profissional ao final do treinamento não se sentir seguro quanto à atividade, o treinamento pode ser estendido.

Para os que já se encontram em atividade é realizado diariamente o DDS – Diálogo Diário de Segurança, onde as equipes conversam sobre os trabalhos, apresentam suas dúvidas e recebem orientações dos técnicos e do engenheiro responsável. Para complementar é feito um Checklist, ou seja, uma vistoria em todos os EPIs – Equipamento de Proteção Individual.

Além da preocupação em garantir a utilização dos EPIs, o setor de segurança do trabalho também verifica qual equipamento é mais apropriado para cada atividade, como as máscaras usadas em trabalhos onde há contato com poeira. Cada tipo de agente tem um tratamento diferente e consequentemente a máscara é apropriada para cada atividade. “Onde os mecânicos trabalham com resíduos metálicos a máscara é usada com filtro correto, assim como em setores onde há trabalho de escavações”, afirma Roberval.

Há ainda um suporte de quatro pessoas que atuam na sinalização da área da mina e na estrada que dá acesso a ela. São profissionais treinados para gerar uma sinalização que indica setores de maior risco, os EPIs a serem usados em cada setor e que profissionais podem ter acesso a esse setor, tudo sob a supervisão da coordenação de segurança do trabalho.

Dois grandes ventiladores e exaustores já estão em funcionamento para garantir a ventilação no subsolo. Os equipamentos trabalharão de forma alternada, sendo um equipamento reserva que atuará em caso de manutenção do principal.

Haverá no túnel três saídas de emergência além da saída principal, as quais medirão três metros de diâmetro, permitindo a saída rápida dos funcionários, caso haja necessidade. A princípio, as saídas de emergência serão de fundamental importância para levar ar fresco aos operários em atividade no subsolo. A primeira delas será construída quando o túnel tiver alcançado 630 metros de abertura, a segunda com 1.250 metros e a terceira com 2.150 metros. Além da infraestrutura de segurança em cada fase do projeto, as orientações necessárias serão repassadas aos trabalhadores e serão realizadas sempre que preciso revisões nos procedimentos de segurança.

A segurança dos visitantes também é verificada e nenhuma pessoa que tenha acesso à área da mina chega até lá sem estar utilizando os equipamentos de segurança necessários. As ações já deram resultado e a empresa até o momento não registrou nenhum acidente, segundo o engenheiro do trabalho. O registro dos dias trabalhados sem acidentes de trabalho está localizado em uma placa na entrada da mina. (O Progresso)

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