Cinquenta e oito aparelhos de telefone celular foram apreendidos dentro de celas do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama), em Marabá, afirma o interventor Ringo Alex Frias, que assumiu o comando da cadeia por 30 dias, depois que presidiários explodiram dinamites na casa penal, há cerca de um mês. Ringo ressalta que ficou assustado com as regalias que muitos presos tinham, revelando que dinheiro entrava livremente no local, com a anuência da direção. “Quais as razões de cédulas circulando aqui dentro, se não temos cantina? Os presos não precisam comprar nada. Era esse entra e sai de dinheiro movimentava o mercado da droga e deixava muita gente endividada”, estima.

“Fizemos revistas permanentes com apoio do Grupo Tático da Polícia Militar. Agimos com rigor para restabelecer a disciplina e a ordem da casa penal”, diz Ringo Frias, lembrando que tão logo chegou a Marabá, pediu a transferência de 16 presos para presídios de Belém. Eles mantinham liderança sobre os demais e teriam participado da ação que resultou na tentativa de fuga em massa, com uso de dinamites. Frias, no entanto, não tem dados sobre o volume de drogas apreendido nas revistas.

Depois das apreensões, a direção da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) enviou para o Crama um equipamento detector de metais com raio X, semelhante aos utilizados nos aeroportos do País pela Infraero. Ele tem ajudado na revista de todas as pessoas que chegam ao presídio, inclusive os próprios servidores quando chegam para trabalhar. “É um procedimento de segurança moderno, para revistar bolsas, sacolas com alimentos e até pessoas, sem invadir a privacidade”, justifica Ringo Frias.

Ringo Frias diz que a enfermaria funcionava como porta intermediária para fugas, com facilitação de servidores do Crama. Quando ele chegou ao presídio, havia no setor 52 presos que diziam estar com problemas de saúde diversos. “Fizemos um mutirão com apoio de uma equipe de saúde e descobrimos que apenas 12 precisavam de cuidados especiais. E os demais voltaram para as celas”, ressalta. (O Liberal)

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