O Produto Interno Bruto (PIB) do Pará é um dos que mais cresce em todo o País. Para se ter uma ideia da alavancada do PIB paraense, de 1995 a 2008, a soma de todas as riquezas do Estado ficou entre as seis que mais cresceram dentre todas as unidades federativas brasileiras. Os números fazem parte da publicação divulgada esta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os Estados de Minas Gerais e Mato Grosso obtiveram o melhor desempenho do período, com crescimento de 0,7%, seguindo por Santa Catarina (0,6%). Em seguida, três unidades federativas apresentam o mesmo crescimento, de 0,4%: Goiás, Pará e Maranhão. Considerando os dados relativos à participação, o Pará tem o 13% maior PIB do País, e o maior da região Norte.

Mesmo com um crescimento expressivo no período compreendido entre 1995 e 2008, o Pará enfrente alguns entraves econômicos, segundo avaliam economistas. Segundo o economista e educador Ronaldo Andrade, a evolução positiva do PIB paraense ter sido melhor. “O que a crise mundial desaqueceu nos últimos anos, principalmente na questão mineral e no setor madeireiro – que lideram a pauta de exportação do Pará – poderia ter gerado um crescimento maior, podendo o Estado chegar a um dos três melhores PIBs do País”, pontua. Ele lembra que a termoelétrica e a fábrica de alumina em Barcarena deixaram de se instalar. “A Aços e Laminados do Pará (Alpa) poderia ter iniciado suas atividade um ano atrás, ou seja, atrasou em pelo menos 12 meses a implantação da metalúrgica”, questiona.

Outro empecilho apontado pelo economista está no caso do PIB per capita. O Pará tem um dos piores do País, com um valor que representa menos da metade do PIB per capita brasileiro. Andrade afirma que a concentração da renda em poucas mãos é o principal entrave para o desenvolvimento do PIB per capita do Estado. “Cinco municípios do Pará possuem um PIB per capita superior aos índices brasileiros. No entanto, o crescimento do nível de pobreza, de violência, de déficit habitacional – que geram invasões de terras públicas-, são resultados de uma política pouco eficaz do governo, e que também são evidentes nestes locais”, pontua. Segundo ele, o Pará sofre com a ausência total do Estado. “Quem executa não planeja, e quem planeja não avalia os resultados, e tampouco fiscaliza o que deve fiscalizar”, conclui. (O Liberal)

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