Há mais de quatro meses que o serviço de abastecimento de água, por meio da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), está irregular, na cidade de Imperatriz, a 626 km de São Luís. No entanto, a situação apresentou uma grande piora nas últimas semanas. Só de sexta-feira, 12, até esse domingo, 14, todo o sistema de abastecimento precisou ser desligado para a manutenção.

A situação acabou fazendo com que a população do município maranhense usasse de muita criatividade para conseguir “driblar” o problema. Como é o caso da dona de casa Evendeide Araújo, que decidiu construir um poço para suprir as necessidades dela e de toda a sua família.

Ela ressalta que mesmo com a estratégia de emergência, às vezes se vê obrigada a pegar água em locais distantes de sua residência. “O poço serve para lavar, tomar banho, fazer as coisas de casa, mas pra beber e cozinhar a gente tem que pegar em outra rua”, afirma.

No bairro da Vilinha, uma das regiões pertencente aos 20% da área urbana de Imperatriz que não recebe água da Central de Tratamento da Caema, a maioria das casas possuem poço porque, segundo os moradores, não chega água tratada nas torneiras há anos.

Para o aposentado Luis Camelo, que mora no local, o investimento foi alto para que ela pudesse usufruir do serviço. Ele teve que gastar dois mil reais para cavar um poço artesiano no quintal da sua casa dele, e ainda teve que recorrer ao Procon para que a Caema parasse de cobrar a conta de água, mesmo depois da construção do poço. “Depois do poço feito ainda mandaram um ano e pouco talão de água”.

Sobre o assunto exposto, a direção da Companhia mantém a previsão de que até o início da tarde desta segunda-feira, 15, o abastecimento volte em todos os bairros que estão ligados a central da Caema na cidade.

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