Sem títuloOs pacientes que precisam fazer cirurgia de alta e média complexidade estão sofrendo a espera de leitos em Parauapebas, no sudeste do Pará. A dona de casa Sueliane Oliveira Matos está preocupada com a situação do pai, que está internado no hospital municipal há nove dias. Ele tem uma doença grave e apresentou complicações cardíacas, e precisa urgentemente de um leito de UTI específico para o caso, que não existe em Parauapebas. Enquanto aguarda pela cirurgia, ele respira com a ajuda de aparelhos. “Não sei o que fazer. A gente já recorreu para todos os lados e nada é resolvido”, disse Sueliane.

Com uma câmera escondida, a reportagem da TV Liberal entrou em uma das enfermarias do hospital, onde outros pacientes aguardam leitos em hospitais especializados. A dona de casa Ivonete está internada há quase um mês, após ter sofrido um acidente de trânsito e rompido o ligamento dos dois joelhos. Agora ela não consegue andar. “É uma calamidade. Ninguém faz nada para tomar uma providência”, reclama.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, atualmente 11 pacientes aguardam leitos em hospitais de referência e outros cinco já estão com atendimentos agendados. A situação poderia ser diferente se o novo hospital da cidade tivesse pronto.

Segundo a prefeitura, no novo hospital deverão ser atendidos casos de alta e média complexidade. O prédio começou a ser construído em 2008 e a prefeitura informou que para concluir a obra seriam gastos R$ 9 milhões. Mesmo depois de seis anos, o prédio ainda não ficou pronto.

Hospital em construção a mais de 6 anos
Hospital em construção a mais de 6 anos

De acordo com o Ministério Público do Estado (MPE), quase R$ 45 milhões já teriam sido gastos na construção do hospital. Em julho deste ano, o MP, a empresa responsável pela obra e a prefeitura de Parauapebas assinaram um termo de ajustamento de conduta. A prefeitura se comprometeu a entregar a obra em 180 dias. O prazo vence em janeiro de 2015.

O Ministério Público também investiga se houve irregularidade nos contratos para a execução da obra. “Pela demora, pelo que já foi gasto e pela quantidade de aditivos que já foram feitos, estamos analisando para ver se realmente não houve algum tipo de ineficiência”, disse a promotora. (G1)

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