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A Polícia Federal de Araguaína de¿agrou na manhã desta quinta-feira, 15, a Operação Maginot, com o objetivo apurar desvios de recursos públicos promovidos pela Prefeitura de Sampaio. Conforme a PF, para as fraudes, os políticos e servidores utilizam empresa de fachada. Mais de 40 policiais federais estão dando cumprimento a 20 ordens judiciais nas cidades de Sampaio e Augustinópolis, além de 11 mandados de busca e apreensão, e nove de condução coercitiva.

A investigação da PF, iniciada em 2015, revela a existência de um esquema de desvios de recursos públicos, inclusive, federais, através de uma empresa de fachada. “A empresa está registrada em nome de um servidor de Sampaio, mas foi identicada como de propriedade do secretário de Administração e Finanças do Município, e o ¾lho do atual prefeito”, aponta a PF.

A empresa teria sido contratada mediante fraude em licitação, geralmente, através de dispensa, para a realização de diversas obras. As obras, no entanto, teriam sido executadas pelos próprios servidores do município, caracterizando, assim, o desvio das verbas originalmente empenhadas.

“As investigações já constataram que o esquema funciona desde 2013. Não se descarta, contudo, a possibilidade de que as fraudes aconteçam desde a criação da empresa, ‘fantasma’, em 2009. Curiosamente, o nome da construtora investigada, APS ENGENHARIA, remete às iniciais do pai do atual prefeito de Sampaio”, revela a PF.

A Linha Maginot (em francês: ligne Maginot) foi uma linha de fortificações e de defesa construída pela França ao longo de suas fronteiras com a Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Suíça e a Itália, após a primeira guerra mundial, mais precisamente entre 1930 e 1936. Considerando que o município de Sampaio faz divisa com o Estado do Maranhão, fez-se alusão ao referido marco histórico.

Mais informações serão repassadas pela PF durante a entrevista coletiva, às 11 horas, na Delegacia de Polícia Federal em Araguaína.

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