A quadrilha de assalto a bancos que foi presa na região norte do Tocantins usava os rios do estado como rota de fuga após cometer os crimes. A conclusão é da Polícia Civil, que descobriu que em pelo menos dois casos os criminosos usaram embarcações para deixar o estado após explodir agências e arrombar cofres.

Os crimes aconteceram em Filadélfia, que fica na divisa com o Maranhão e às margens do rio Tocantins, e em Xambioá, onde passa o rio Araguaia na divisa com o Pará. Ainda de acordo com a Polícia Civil, o grupo planejava mais um crime utilizando o rio para escapar e já tinha inclusive preparado o barco, a cidade que seria alvo da ação não foi informada.

Pelos registros da Secretaria de Segurança Pública (SSP), 27 agências bancárias foram atacadas por bandidos no Tocantins só em 2017. A maior parte delas fica próxima a algum rio. O grupo preso é suspeito de agir em três estados e utilizava um taxi da cidade de Araguaína para transportar armas e munições sem levantar suspeitas. Sete homens foram detidos no uma casa no Setor São Miguel, nesta terça-feira (19).

Presos

O líder da organização foi identificado como Caio Menezes e foi preso no Pará, na tarde desta segunda-feira (18). Em Araguaína, Foram cumpridos três mandados de prisão e outros quatros suspeitos foram encontrados com o grupo e presos por tráfico de drogas, posse ilegal de arma, entre outros crimes.

A Polícia Civil informou que foram presos, além de Caio: Israel Teixeira de Jesus, Luciano Francisco Veras da Silva, Kleison Reis Chagas, João Bosco Sousa Oliveira, Maik Douglas Marcel da Silva, Kayo Lucas de Araújo e Douglas Dias Araújo.

O grupo é suspeito de pelo menos dois assaltos no Tocantins, em Filadélfia e Xambioá. Conforme as investigações da polícia, o táxi era utilizado para levar objetos usados nos assaltos pela cidade. “Israel era considerado um dos lideres do grupo, que arquitetava, levantava os possíveis alvos da quadrilha. Maik e Kleison ficavam encarregados de transportar e armazenar armas e munições na cidade”, explicou o delegado José Anchieta de Menezes Filho.

A polícia chegou ao grupo por meio Reginaldo Sousa dos Santos, que estava sendo investigado por envolvimento no assalto a Filadélfia. Ele morreu em confronto com a polícia em novembro, em Wanderlândia. (G1)

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