A Polícia Federal, em conjunto com a Procuradoria Geral da República, deflagrou nesta quarta-feira (13/12) a 6ª fase da Operação Ápia, com objetivo de cumprir 16 mandados de busca e apreensão e 8 de intimação, nas cidades de Palmas/TO, Araguaína/TO e Brasília/DF, em face de investigados mencionados em Acordo de Colaboração Premiada homologado no Supremo Tribunal Federal.

Entre os alvos estão os dois deputados federais do Tocantins, Carlos Gaguim e Dulce Miranda (PMDB), mulher do governador Marcelo Miranda. Além do empresário Benedito Farias, conhecido como Dito do Posto, dono de uma rede de postos de combustíveis.

A Operação Ápia foi deflagrada em outubro de 2016, para desarticular uma organização criminosa que atuou no Estado de Tocantins corrompendo servidores públicos, agentes políticos, fraudando licitações públicas e execução de contratos administrativos celebrados para a terraplanagem e pavimentação asfáltica em várias rodovias estaduais em valores que superaram a cifra de R$ 850 milhões. As obras foram custeadas por recursos públicos adquiridos pelo Estado de Tocantins, por meio de empréstimos bancários internacionais e com recursos do BNDES, tendo o Banco do Brasil como agente intermediário dos financiamentos no valor superior a R$ 1 bilhão. Os recursos adquiridos tiveram a União Federal como garantidora (fiadora) da dívida contraída com Banco do Brasil e foram batizados pelo Governo Estadual como Programa PROINVESTE e PROESTADO.

A investigação apontou para um esquema de direcionamento das contratações públicas mediante pagamento de propina a empresários que se beneficiavam com recebimentos por serviços não executados.

O núcleo político da associação criminosa era responsável por garantir as contratações e o recebimento de verbas públicas indevidas por parte dos empresários corruptores.

Nesta 6ª fase, a PF investiga os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro decorrentes de vários pagamentos de propinas realizados pela empresa construtora a integrantes do núcleo político investigado.

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