Advogada líder do esquema

Depois da prisão da advogada e ex-procuradora de Tucuruí e do marido dela, major da polícia militar, na última segunda-feira (11), o Ministério Público explicou como o casal extorquia donos de terras da região sudeste do estado.Segundo as investigações, a advogada falsificava documentos e o PM desviava militares da segurança pública para fazerem serviços particulares.

O nome do Major Leonardo do Carmo Oliveira aparece em um contrato onde nele o dono de uma fazenda invadida por posseiros em Pacajá arrenda parte do terreno para o policial e cobra 75 mil reais por mês por esse arrendamento.

“Por meio desse contrato ele dizia que a fazenda a partir daquele momento pertencia a ele, com isso ele ainda ameaçava que a partir do momento em que essa fazenda fosse invadida ele usaria força policial para tirar essas pessoas do local por invasão’, explica o promotor Armando Brasil.

De acordo com a promotoria, o documento seria de faixada para encobrir uma troca de favores legais com o dono da fazenda. Segundo o Major, ele teria pedido mais de 40 mil reais por mês para manter policiais mantendo serviços de segurança privado a fazenda.

Ainda segundo as investigações o Major reunia os policiais e comandava a tropa durante a retirada de invasores. Em depoimento o dono da fazenda em Pacajá disse que a advogada pediu 80 mil reais para o Major expulsar os invasores do terreno em fevereiro de 2017. Os depósitos foram feitos na conta da mãe da advogada em abril e maio de 2017. Esse dinheiro era transferido para mãe da advogada para evitar qualquer rastreamento da policia no caso de qualquer investigação.

A promotoria ainda investiga a participação de outros policiais militares envolvidos no esquema e quer saber quantos policiais deixaram de fazer o patrulhamento nas ruas para trabalhar ilegalmente como seguranças particular em fazendas na região.

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