Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) bloquearam, na tarde desta quarta-feira (13) a ponte sobre o rio Itacaiúnas, em Marabá, no sudeste do estado. Segundo o MST o ato, que começou por volta de 11h, é em apoio às famílias do acampamento Hugo Cháves, na fazenda Santa Tereza, que seriam despejadas nesta quarta.

Cerca de 300 famílias ainda permanecem no local. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), após uma audiência realizada durante a tarde desta quarta (13) na Vara Agrária de Marabá, a reintegração foi adiada para esta quinta-feira (14), com o acordo de despejo voluntário.

A ordem de despejo foi deferida pela Vara Agrária, depois que o Instituto de Terras do Pará (Iterpa) concluiu parecer favorável ao proprietário das terras. Em nota, o MST questionou o processo de compra e venda da fazenda pelo atual proprietário e reivindica a destinação da área para reforma agrária.

Atentado

De acordo com o MST, as famílias acampadas na área sofreram um atentado na noite da segunda-feira (11). De acordo com a denúncia, apresentada ao MPF, homens fortemente armados chegaram no acampamento em duas camionetes e atiraram contra os trabalhadores rurais.

O MPF informou que enviou ofício a autoridades de segurança pública pedindo providências urgentes para apuração do caso. Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) informou que o caso é investigado pela Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá e que existe uma ordem judicial para o cumprimento de reintegração de posse na área da fazenda Santa Tereza, prevista para ser executada esta semana.

O Minist[erio Público também solicitou o envio de uma equipe da PF ao local dos fatos para apuração, questionou a Secretaria de Segurança Pública do Pará e a Delegacia de Conflitos Agrários sobre quais medidas foram adotadas sobre o ataque e enviou o caso à Ouvidoria Agrária Nacional, para conhecimento e adoção das medidas cabíveis.

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