O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da Promotoria de Justiça de Tucuruí, com apoio da Polícia Civil, deflagrou a “Operação Alcobaça”, nesta terça-feira (04), para investigar fraudes em licitações no município. Foram alvos da operação pessoas ocupantes de cargos no Poder Público Municipal e empresários. O ex-prefeito Sancler Antônio Wanderley Ferreira teve a prisão preventiva decretada, mas ainda não foi localizado nos endereços de Tucuruí e Belém. Além dele, estão foragidos Lucas Fernando da Costa Menezes (funcionário de empresa) e Orlando de Deus e Silva Neto (ex-secretário municipal).

Além deles, foram alvos da operação Ronaldo Lessa Voloski (ex-chefe de gabinete); Francisco Souto de Oliveira Júnior (ex-assessor do gabinete); Anisio Pacheco Ribeiro (ex-secretário municipal); Aline do Socorro da Silva Furtado (sócia de empresa e que seria “laranja”); Maria José Vieira de Araújo (esposa do ex-chefe de gabinete); Cristiane de Morais Gouveia (empresária); Raimundo Germano de Souza (ex-secretário municipal); Adriana Higino Almeida de Souza (esposa do ex-chefe de departamento de tributos); Márcio Hiroshi Moreira Kamizono (ex-secretário municipal); Édson Andrey Furtado da Costa (chefe do departamento de tributos); Luana Pereira Pantoja (servidora da prefeitura); Anderson José da Silva Furtado (sócio de empresa); Luiz Guilherme da Silva Araújo (funcionário de empresa); Adeval Patrício Gouveia Souza (empresário) e Mariely Belich de Sousa (ex-secretária).

Contra Anderson Furtado e Aline Furtado foram cumpridos mandados de busca e apreensão, enquanto que contra os demais foram cumpridos mandados de prisão preventiva ou domiciliar. A única mulher que teve a prisão preventiva decretada foi Luana Pantoja, servidora da prefeitura. As demais cumprirão prisão domiciliar.

Dez promotores de Justiça do Ministério Público, com o apoio de policiais civis da Delegacia de Repressão a Defraudações Públicas (DRDP), da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), num total de 33 agentes, cumpriram 19 mandados judiciais, doze deles de prisão preventiva e outros três de prisão domiciliar. Outros quatro mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. No total, foram 17 alvos em Tucuruí e dois em Belém. O nome da operação (Alcobaça) é uma alusão ao primeiro nome do município de Tucuruí.

Os promotores de Justiça Amanda Luciana Lobato e Carlos Alberto Lopes, que estiveram à frente das investigações, contaram com o apoio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e Grupo de Segurança Institucional (GSI) do Ministério Público do Estado. Os investigados são acusados dos crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, de acordo com a conduta de cada um.

As condutas ocorreram no período da gestão do então prefeito Sancler Ferreira à frente do executivo municipal. Participaram da Operação Alcobaça pelo MPPA os promotores de Justiça Milton Menezes, Augusto Sarmento, Daniel Azevedo, Renato Beline, Amanda Lobato, José Dantas, Carlos Alberto, Pedro Brasil, Ely Soraia, Alexandre Couto e Sávio Campos. O MPPA calcula que desvio de dinheiro público pode chegar a mais de R$ 100 milhões em valores atualizados.

- Publicidade -

FAÇA UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.