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Tocantins

Ações de defesa agropecuária animal e vegetal fortalecem o setor no TO

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O ano de 2019 será marcado para a defesa agropecuária tocantinense como o ano de avanços e conquistas que permitirão à cadeia produtiva buscar novos mercados, por meio do início da retirada da vacina contra febre aftosa e da consolidação da produção de soja dentro de uma janela de plantio segura que diminui os impactos da presença da ferrugem asiática no Estado. As conquistas sinalizam o crescimento e desenvolvimento do Tocantins.

Visando facilitar o acesso dos produtores rurais aos serviços oferecidos pela Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), o Governo do Estado investiu na interligação de todas as unidades da agência, que propiciou, entre outras, a emissão da Guia de Trânsito Animal (e-GTA), beneficiando mais de 56 mil pecuaristas. Além disso, melhorou a estrutura com aquisição de novos computadores, impressoras e mil cadeiras, contemplando todas as unidades do órgão.

“Avaliamos que este foi um ano produtivo para a defesa agropecuária, graças aos esforços do Governo do Estado, dos nossos servidores e, sobretudo, dos produtores rurais”, ressalta o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha, que destaca ainda que foi dado o primeiro passo para a retirada da vacinação contra febre aftosa, com a redução da dose da vacina de 5 ml para 2 ml. “O produtor rapidamente compreendeu e nos deu índices altíssimos de cobertura vacinal, provando que são nossos parceiros em busca da evolução da condição sanitária,” frisa Alberto Mendes.

Defesa animal

Em busca da consolidação da retirada da vacina contra febre aftosa, o Tocantins alcançou na primeira etapa da campanha, em maio, um índice de 99,13 % dos bovídeos vacinados. Na Agulha Oficial, na Ilha do Bananal, com apoio de equipes das agências de Goiás e Mato Grosso, nos meses de agosto e setembro, foram vacinados 116.796 mil animais.

“Mantivemos o controle de doenças que afetam os animais, como a brucelose, onde foi vacinado mais de 95% do rebanho das bovídeas, entre 3 e 8 meses de idade, e o controle da raiva dos herbívoros, que é referência para a região Norte,” ressalta o diretor de Defesa, Inspeção e Sanidade Animal, Márcio Rezende, acrescentando que o trabalho realizado em todos os programas sanitários da agência são fundamentais e estratégicos para o setor agropecuário do Estado.

A Peste Suína Clássica (PSC) ganhou atenção especial após surgimento de casos da doença em estados vizinhos ao Tocantins, sendo reforçadas as vigilâncias nas barreiras fixas e volantes e realizado um inquérito soroepidemiológico em 74 criatórios de suínos de 19 municípios, com 720 suínos examinados. Também foi feito monitoramento em granjas comerciais de suínos, atestando assim, que o Tocantins continua zona livre da PSC.

Foram realizadas 9.845 vigilâncias epidemiológicas em propriedades rurais, atendendo notificações de doenças de rebanhos e realizando vigilâncias ativas e passivas nas propriedades, com o objetivo de impedir o ingresso, prevenir, controlar e/ou erradicar doenças dos animais de produção. Também foram realizadas 873 fiscalizações em eventos agropecuários e 37.687 fiscalizações em postos fixos e volantes.

O produtor rural José Almir Oliveira, proprietário da Fazenda Nova, no município de Palmas, aprova o trabalho da Adapec com os produtores rurais. “Tenho criações de bovinos e equinos e em todas as ocasiões que necessitei dos serviços da Agência sempre fui bem atendido, seja no escritório ou na minha propriedade, por isso, destaco a importância deste órgão para o controle das doenças que afetam os rebanhos,” ressalta o produtor.

Inspeção animal

Em defesa da produção e industrialização de produtos inspecionados e com qualidade, a Adapec realizou em 2019 um amplo trabalho de combate a produtos clandestinos e incentivos a produção legal. Prova disso é que até novembro deste ano os seis frigoríficos cadastrados no Serviço de Inspeção Estadual (SIE), abateram, em média, 70 mil cabeças de bovídeos, totalizando um total de 15 mil toneladas de carne, numa movimentação financeira de aproximadamente R$ 170 milhões.

Já as 14 indústrias de lácteos registradas no SIE recepcionaram em matéria-prima de leite, até outubro, uma média de 17 milhões de litros que foram industrializados sob a inspeção da Adapec.

O Sistema Brasileiro de Inspeção (Sisbi) tornou-se uma realidade e atualmente são cinco empresas com adesão ao sistema, habilitadas a comercializar seus produtos para todas as unidades federativas do Brasil.

Defesa Vegetal

O Tocantins cultivou na última safra mais de um milhão de hectares de soja. A Adapec garantiu nesta área o monitoramento constante de pragas, como a ferrugem asiática, atestando assim, a qualidade da soja tocantinense. Para garantir a excepcionalidade na produção de sementes, dentro do período de vazio sanitário, também foi executado nas várzeas tropicais 806 fiscalizações de pragas, em 114 propriedades.

“Fazemos um rígido controle de fiscalização de pragas que podem afetar o patrimônio fitossanitário, desde a propriedade até o transporte”, ressalta o diretor de Defesa, Inspeção e Sanidade Vegetal, Alex Sandro Arruda. Este ano, foram intensificadas as fiscalizações para praga quarentenária ausente como o Cancro Cítrico. No controle da Mosca da Carambola foram 1,9 mil fiscalizações em 100 armadilhas distribuídas em todo Estado.

No Projeto de Recebimento Itinerante de embalagens vazias de agrotóxicos, que percorreu 17 municípios, foram beneficiados diretamente mais de 600 produtores, com um volume de aproximadamente 25 mil embalagens devolvidas.

Educação sanitária

Para levar informações aos produtores rurais e ao público em geral, foram realizadas 696 palestras em defesa agropecuária atingindo um público de aproximadamente 12 mil pessoas. Também foram realizados cursos de capacitação e aperfeiçoamento para mais de 300 servidores da Adapec. (Welcton de Oliveira/Foto: Delfino Miranda)

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Tocantins

PALMAS: Comprovante de vacinação contra Covid-19 será obrigatório em órgãos públicos

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A Prefeitura de Palmas adotou a obrigatoriedade da comprovação de vacinação contra a Covid-19 para o ingresso e a permanência do público interno e externo nos órgãos e entidades da Administração do Município de Palmas. A medida consta no Decreto nº 2.137, publicado na edição desta quinta-feira do Diário Oficial do Município (DOM). Com efeito imediato à sua publicação, o decreto estipula prazo até 21 de janeiro para que os servidores públicos municipais apresentem o comprovante de vacina ao núcleo de recursos humanos do órgão ou entidade em que estejam lotados.

Conforme o decreto, a vacinação a ser comprovada – por meio do certificado nacional de vacinação digital ou do cartão de vacinação físico emitido pelos órgãos de saúde locais – corresponde à plataforma vacinal prevista em dose única ou duas doses, referente ao programa de vacinação contra a Covid-19, observado o cronograma vacinal. Para ter acesso às dependências dos prédios e das unidades do Executivo Municipal, a pessoa não vacinada deverá apresentar teste RT/PCR ou teste antígeno negativo para Covid-19, realizados nas últimas 72 horas.

“Essa medida tem por objetivo proteger os nossos servidores, o cidadão que busca a Prefeitura para resolver algum problema. Proteger também a nossa economia, contribuir para manter e aumentar os empregos gerados na iniciativa privada”, afirma a prefeita Cinthia Ribeiro.

A exigência do comprovante de vacinação leva em consideração, além de previsões legais e recomendações científicas, duas manifestações recentes do Superior Tribunal Federal (STF), de autoria do ministro Ricardo Lewandowski e mencionadas no Decreto nº 2.137 (leia aqui a íntegra do decreto). Entre vários outros argumentos, o ministro ressalta que “…a Constituição outorgou a todos os entes federados a competência comum de cuidar da saúde, compreendida nela a adoção de quaisquer medidas que se mostrem necessárias para salvar vidas e garantir a higidez física das pessoas ameaçadas ou acometidas pela nova moléstia.”

O servidor público municipal que não comprovar a vacinação ou não apresentar teste negativo contra a Covid-19, será impedido de entrar ou permanecer nas dependências dos órgãos públicos municipais, razão pela qual não poderá cumprir sua jornada de trabalho e, consequentemente, terá o dia considerado como falta injustificada. Pessoas excluídas do Programa Nacional de Vacinação contra a doença estão excluídas das exigências do decreto, desde que apresentem atestado médico que evidencie a contraindicação.

O servidor nomeado em caráter comissionado, designado para exercer função gratificada ou contratado temporariamente, que não comprovar a vacinação contra a Covid-19 ou não apresentar teste negativo, será exonerado do cargo, destituído da função gratificada ou terá rescindido seu contrato de trabalho.

Vacina

A Secretaria Municipal da Saúde (Semus) de Palmas já aplicou 447 mil doses de vacinas, sendo mais de 220 mil primeiras doses, 188,8 mil referentes à segunda dose ou dose única, e 37,3 mil doses de reforço, conforme atualização até o dia 12 de janeiro. A Semus disponibiliza a vacina contra a Covid-19, de segunda a sexta-feira, em mais de 20 Unidades de Saúde da Família (USFs), além de ações itinerantes em vários pontos da cidade, inclusive nos finais de semana, por meio do programa ‘Mais Saúde’, com ampla divulgação e chamamento da população para fazer sua parte e receber a vacina.

“É esse chamado à consciência social que faço nesse momento, pois não temos ideia de quando a pandemia vai acabar. Mas precisamos nos cercar de tudo que está disponível para preservar as vidas, o bem mais sagrado de todos nós.”

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Tocantins

ARAGUAÍNA: Saúde lança novo telefone de atendimento para Ouvidoria do SUS

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Com o objetivo de tornar mais fácil ao cidadão o contato com a Ouvidoria do SUS em Araguaína e estimular a participação da comunidade, a Secretaria da Saúde está atualizando o telefone de atendimento à população. O novo canal será por meio do telefone 156, substituindo o antigo número 0800 646 8546, no qual o usuário do serviço público de saúde pode esclarecer dúvidas sobre o funcionamento do SUS e da rede de atendimento local, além de registrar sugestões, elogios, reclamações e denúncias, sem custos de ligação.

“O novo número acabou de ser implantado e nós acreditamos que essa mudança irá facilitar o contato com a comunidade, sendo um número de fácil memorização. Ao longo de 10 anos de atuação, a Ouvidoria tem ampliado os canais de comunicação, queremos ouvir as pessoas e intermediar suas necessidades para que os serviços prestados melhorem cada vez mais”, explicou o coordenador da Ouvidoria SUS de Araguaína, Nailton de Andrade.

Atendimento
Desde 2011, quando a Ouvidoria do SUS de Araguaína foi implantada, já foram realizados mais de 13 mil atendimentos. O serviço conta com quatro servidores que são responsáveis por acolher as demandas da população, acompanhando junto às áreas competentes para viabilizar respostas aos usuários com os esclarecimentos e providências, conforme determina a Lei nº 13.460/2017.

“Este contato direto com a comunidade é extremamente importante para que possamos ouvir o cidadão e a partir das demandas aperfeiçoar nosso serviço em saúde desde o acolhimento na recepção das UBS (Unidades Básicas de Saúde), até a ampliação das especialidades ofertadas pelo Município, atendendo de fato as necessidades da população”, comenta a secretária da Saúde, Ana Paula Abadia.

Além do telefone 156, o atendimento é feito presencialmente na Sede da Secretaria da Saúde de Araguaína, localizada na Rua Sete de setembro, Centro, de segunda a sexta-feira, das 7 às 18 horas e pelo e-mail: [email protected].

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Tocantins

ARAGUAÍNA: Bairros recebem aplicação do fumacê para conter crescimento da dengue

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Os bairros de Araguaína estão recebendo a aplicação do fumacê para conter a proliferação do mosquito aedes aegypti, que é o transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Só nos primeiros 10 dias de 2022, já foram notificados 179 casos de dengue. A estratégia faz parte da intensificação da Prefeitura em combate ao vetor, que ainda conta com visitas domiciliares dos agentes de endemias.
 
Alerta vermelho

De acordo com o último LIRAA (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti), que mede o número de focos do mosquito Aedes aegypti por casa, Araguaína alcançou uma marca de 8%, um valor considerado alto, já que o índice máximo aceitável pelo Ministério da Saúde é de 1%. A porcentagem foi obtida por meio de pesquisas no último bimestre e cresceu em relação ao quarto bimestre (setembro e outubro), quando marcou 4,9%.
 
O ano de 2020 foi atípico devido à pandemia da covid-19, o que levou muitos moradores a evitarem os pontos de saúde para relatarem a dengue e pode ter causado uma subnotificação. Levando em consideração esse registro, 2021 terminou com número de casos quase 4 vezes maior, aumentando de 340 para 1.284 confirmados.
 
Intensificação do combate

A aplicação pelo fumacê foi iniciada na última quarta-feira, 12, e seguirá a programação nos períodos das 3h30 às 8 horas e das 15h30 às 20 horas. O serviço está sendo realizado com dois veículos nos bairros, que passarão por três vezes nos bairros com maior incidência da dengue.
 
Até o momento, 26 bairros onde moram mais de 90 mil pessoas têm programação para o fumacê: Ana Maria, Araguaína Sul, Centro, Céu Azul, Dom Orione, Jardim dos Ipês 1, Jardim Paulista, Morada do Sol 1, Noroeste, Nova Araguaína, Raizal, Cimba, Costa Esmeralda, Lago Azul 1 e 4, São João, Senador, Carajás, Maracanã, Palmas, Tocantins, Universitário, Vitória, Tiúba, Vila Azul e Vila Ribeiro.
 
Limpeza nas casas

Em 2021, os agentes de endemias realizaram quase 400 mil visitas domiciliares e destruíram 30 mil focos e mais 86 mil depósitos que poderiam vir a ser focos. A grande maioria, 74% dos focos, estava dentro das residências; outros 19%, em terrenos baldios; 6%, em comércios; e 1%, em outros tipos de locais.Os principais recipientes de desenvolvimento das larvas do mosquito são comuns em todas as residências. Entre quase 80% dos locais que são encontrados focos são vasos, pratos e fracos com plantas, bebedouros de animais, e sacos plásticos, potes, garrafas e latas descartadas inadequadamente. Pneus e outros materiais rodantes que são comumente associados a criadouros são 13% dos focos. (Marcelo Martin / Foto: Marcos Sandes)

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