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Acolhimento da comunidade escolar: o que precisa ser avaliado pelos gestores da educação

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O desafio dos profissionais de educação na retomada das atividades presenciais vai além dos protocolos sanitários. Considerando as perdas de diferentes ordens provocadas pela pandemia de Covid-19, o acolhimento da comunidade escolar precisa ser colocado como prioridade na gestão da educação.

De acordo com o curso on-line oferecido pelo Itaú Social “Acolhimento da comunidade escolar” (acesse no Polo, pela área temática Educação na Pandemia), o acolhimento deve estar presente em todas as atividades planejadas pela secretaria da educação, especialmente em sua relação com escola, visando seu diálogo com a comunidade escolar, como forma de enfrentamento da crise. O efeito é em cascata e sistêmico: se os profissionais de educação das escolas se sentirem acolhidos em seus sentimentos e demandas, poderão ter maior possibilidade emocional de repertório de estratégias para acolher outros profissionais, estudantes e famílias.

“O acolhimento traz a ideia de dar suporte ao outro, de apoiá-lo, de ajudar o outro a sentir-se melhor. No contexto da educação sabemos que o clima da escola influencia significativamente os processos de ensino e aprendizagem. Por isso, a necessidade de cuidar do bem-estar psicossocial da comunidade escolar se ampliou consideravelmente em decorrência da pandemia”, explica a coordenadora de projetos Camila Fattori, da Comunidade Educativa CEDAC, uma das orientadoras do curso.

É possível destacar seis exemplos das relações que permeiam uma atmosfera de acolhimento:

  1. Currículo: a elaboração ou reorganização curricular e os seus desdobramentos no planejamento das atividades podem incluir e trazer elementos significativos para que os estudantes se reconheçam e construam sentido no que estão aprendendo;
  2. Atividades não presenciais: as atividades podem envolver conteúdos que ajudem na aprendizagem do que está previsto no currículo em cada componente curricular, mas também atividades que ajudem na compreensão do que está ocorrendo com os estudantes e suas famílias neste contexto da pandemia;
  3. Processos de ensino e aprendizagem: as variáveis do processo educativo se inter-relacionam, configurando uma dinâmica que pode favorecer ou dificultar a aprendizagem. É importante que o planejamento do ensino leve em conta o contexto em que estudantes vivem e como estão sendo afetados pelos diferentes momentos da pandemia do ponto de vista cognitivo, mas também emocional, considerando os sujeitos de forma integral;
  4. Rotina e espaço escolar: o apoio à organização da rotina de profissionais e estudantes, tanto antes quanto depois do retorno das atividades presenciais, pode ser mais efetivo a partir da escuta de quem está diretamente envolvido nela;
  5. Avaliação diagnóstica: as avaliações podem acontecer, mas no retorno às aulas presenciais é preciso pensar no que é mais acolhedor: avaliar os estudantes ou entender e ouvi-los sobre o que viveram e consideram ter aprendido?
  6. Protocolo de saúde e prevenção no retorno das atividades presenciais: como a ideia é que toda a comunidade escolar implemente esse protocolo, é justo que todos sejam ouvidos e contribuam em sua elaboração, por meio de representantes.

O curso também oferece instrumentos para o planejamento para o acolhimento da comunidade escolar. Para quem se interessar em mais formações de apoio de educação na pandemia, o Itaú Social disponibilizou 13 conteúdos, divididos em gestão administrativa e de recursos; gestão pedagógica durante o isolamento; planejamento das atividades presenciais e garantia das aprendizagens e enfrentamento à defasagem com o uso de Mapas de Foco da BNCC. 

Serviço
Curso “Acolhimento da Comunidade Escolar”
Inscrições abertas 
Modalidade: on-line, autoformativo
Acesse em [http://www.polo.org. br]www.polo.org.br, área temática Educação na Pandemia
Gratuito

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EDITAL LOTEAMENTO RESIDENCIAL BRASIL 2

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Situação se agrava em Rondônia que pode transferir pacientes com Covid-19 para outros estados

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Primeiro embarque de pacientes com covid-19 do Amazonas que serão transferidos para outros estados

O governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha (Sem Partido), avalia com o governo federal a possibilidade de transferir para outros estados pacientes com covid-19 que aguardam vagas em unidades de terapia intensiva. Dados da secretaria estadual de saúde apontam que, até sábado (23), havia 543 pessoas internadas com a doença. Rocha, entretanto, não citou a quantidade de pacientes a serem transferidos.

A declaração foi feita neste domingo (24) durante uma live no Facebook para tratar do recebimento de novas doses da vacina de Oxford. Rondônia recebeu, até o momento, 13 mil doses.

De acordo com o governador, no sábado, foi feito um contato com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para debater a questão. A medida seria uma alternativa para desafogar a rede de saúde no estado, que já está com 100% dos leitos ocupados.

“Apesar de todas as ações desenvolvidas pelo estado de Rondônia, infelizmente as festas e o avanço rápido da doença fizeram com que nossos leitos ficassem todos ocupados. Desde sexta-feira, estamos trabalhando muito com a transferência de pacientes para hospitais federais no território brasileiro”, disse o governador.

Rocha destacou ainda que estuda uma alternativa para evitar a transferência de pacientes, também debatida com o Ministério da Saúde. O plano B seria o envio de médicos e equipamentos por parte do governo federal para atender os pacientes.

“Essa madrugada, nós tivemos outra possibilidade: de o governo federal trazer médicos, mais monitores multi-paramétricos, mais bombas de infusão para que pudéssemos, então, atender os pacientes aqui. Porque temos pessoas contaminadas pela covid-19 que estão aguardando a possibilidade de ir para a UTI”, afirmou Rocha, sem dar mais detalhes sobre as negociações.

Desde o início dos registros de casos da pandemia, são 116.133 casos confirmados em Rondônia, sendo 18.350 casos ativos e 2.097 óbitos. Ontem, foram registrados 933 novos casos e 12 óbitos.

Durante o pronunciamento, o governador ressaltou a necessidade de a população reforçar medidas de distanciamento social e de prevenção contra o vírus – entre elas, o uso de máscaras, de álcool em gel. Rocha destacou que a prevenção é agir para proteger “uns aos outros”.

“Há uma necessidade que eu quero deixar bem claro para toda a população: a prevenção é o melhor remédio neste momento. Vamos vencer, sim, essa pandemia, mas precisamos agir neste momento com a prevenção”, afirmou. “Peço que não façam festas, não façam aglomerações, ainda que de família ou com amigos. Evitem os churrascos de final de semana. Nós estamos em guerra”, disse.

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Amazonas adota restrição de 24h na circulação de pessoas

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Começou a valer a partir desta segunda, 25, e vai até o dia 31 de janeiro, a ampliação de medidas restritivas para reduzir a taxa de infecção pelo novo coronavírus no estado do Amazonas. As medidas foram anunciadas no sábado (23) pelo governador do estado, Wilson Lima, após reunião do Comitê de Enfrentamento da Covid-19 com representantes do comércio e serviços e de órgãos de controle. Entre as novas medidas está a ampliação para 24 horas do período de restrição de circulação de pessoas no estado durante o período de sete dias.

De acordo com decreto publicado pelo governo do estado, poderão funcionar, durante o período de restrição de circulação, apenas supermercados varejistas e atacadistas de pequeno, médio e grande porte e padarias, no período das 6h às 19h. Já os mercados e feiras deverão funcionar das 4h às 8h. As drogarias e farmácias poderão funcionar 24 horas, assim como os serviços essenciais das áreas da saúde e segurança.

O decreto com as restrições diz que será permitida a circulação para aquisição de produtos essenciais à vida, limitada a uma pessoa por núcleo familiar. Os serviços de delivery só serão permitidos das 6h às 22h para serviços essenciais, como os de venda de alimentação (restaurantes, lanchonetes, etc).

Não serão permitidos serviços delivery ou drive-thru de comércio e serviços não essenciais. Já os postos de combustíveis também poderão funcionar, sem a abertura das lojas de conveniência.

Contaminação

De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), o índice de contaminação pelo novo coronavírus no estado tem taxa de transmissão de 1,3, a mais alta do país. Isso significa que cada grupo de 100 pessoas infectadas transmite o vírus para 130.

O governador disse que a restrição é necessária devido à mutação do novo coronavírus, identificado no estado e que tem maior capacidade de transmissão. Ele disse ainda que apesar das medidas restringirem bastante a circulação de pessoas, não se trata de um fechamento total, o chamado lockdown.

“Não há lockdown no estado do Amazonas. Há muita gente disseminando informações que não são verdadeiras, estão propagando fake news. Essa é uma medida para que a gente possa diminuir aglomerações e, consequentemente, quebrar essa cadeia de transmissão do vírus, que, desta vez, de acordo com especialistas, tem uma capacidade muito grande de transmissão”, afirmou o governador Wilson Lima, durante o anúncio das novas regras.

A FVS disse ainda que foi constatado aumento de 135% no número de casos de covid-19 detectados nos últimos 14 dias, saindo da média móvel diária abaixo de 500 casos diários, na primeira quinzena de dezembro de 2020, para mais de 2 mil por dia em janeiro, tendo recorde neste ano de mais de 5 mil casos registrados em um único dia.

Confira as medidas de restrição – De 25 a 31 de janeiro

O que pode funcionar

• Supermercados varejistas e atacadistas de pequeno, médio e grande portes e padarias – das 6h às 19h, com venda restrita a produtos de higiene, limpeza e alimentação

• Drogarias e farmácias – 24 horas, com venda restrita a produtos de higiene, medicamentos e outros produtos farmacêuticos

• Mercados e feiras – das 4h às 8h

• Delivery de serviços de alimentação – das 6h às 22h

• Indústria – em turno de 12 horas (exceção para alimentos e produtos farmacêuticos e hospitalares)

• Transporte de cargas – apenas de produtos essenciais, como alimentação, combustíveis e produtos das áreas de saúde e segurança

• Postos de combustíveis

Quais atividades ficarão suspensas

• Não essenciais, incluindo lojas de conveniência de postos de combustíveis

• Delivery e drive-thru de comércio e serviços não essenciais

Circulação de pessoas

• Permitido deslocamento de uma pessoa do núcleo familiar para estabelecimentos do grupo de serviços essenciais

• Permitida a circulação de trabalhadores de estabelecimentos considerados essenciais

• Permitida circulação de pessoas para acesso a serviços de saúde, clínicas e laboratórios

• Permitido o deslocamento de agentes públicos que trabalham na área de saúde ou em ações de enfrentamento, e de profissionais de imprensa.

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