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Bico do Papagaio

AGUIARNÓPOLIS: Em entrevista presidenta da Asa Norte diz que retomará abate e contratações

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O presidente do grupo Asa Norte Alimentos, que deixou de abater aves no frigorífico de Aguiarnópolis no dia 29 de dezembro, o que acarretou a demissão de aproximadamente 400 funcionários, deu entrevista ao Jornal do Tocantins.

Aroldo Silva Amorim Filho fala que voltará em breve a abater aves no Norte do Estado e que muitos funcionários da empresa serão recontratados paulatinamente. Ele justificou a interrupção alegando que as despesas da unidade estavam sendo pagas pelos acionistas da empresa. Mesmo não sabendo quando o frigorífico voltará à ativa, Amorim Filho manda um recado para os colaboradores demitidos: na terça-feira deve se reunir com o Banco da Amazônia em Belém, para resolver o impasse:

Se em dezembro o Grupo Asa Norte optou pelo fechamento do frigorífico de Aguiarnópolis, o que mudou para a empresa anunciar a retomada da atividade “em breve”?

A continuidade do abate neste momento não é possível por razões de mercado e, principalmente, pela falta de investimentos necessários por parte do governo estadual e do Banco da Amazônia, que impedem a ampliação da produção de aves e a exportação dos nossos produtos. O abatedouro vinha operando com apenas 25% da capacidade prevista. Este fato gerou uma maior incidência dos custos fixos operacionais, que não são repassados ao produto e foram bancados, até então, pelos acionistas da Asa Norte. A empresa continuará seus esforços e gestões para a reversão desta situação no menor prazo possível. Na próxima terça-feira teremos uma reunião com o Banco da Amazônia em Belém (PA) e estamos otimistas sobre o resultado.

Como fica a estruturação da Asa Norte no Tocantins após a decisão de interromper o abate?

Somente o abate foi interrompido. As outras atividades continuam sem nenhum comprometimento como a integração de frango de corte, a fábrica de ração e o incubatório. Expandimos a comercialização de aves vivas para os mercados do Maranhão, Pará e Piauí. Essas aves também estão atendendo à demanda de outra unidade do grupo, a Frango Norte, localizada em Paraíso do Tocantins. Portanto, seguiremos a operação normalmente, aguardando o melhor momento para retomarmos o abate. Para isso necessitamos da pavimentação do pátio e do acesso à planta de Aguiarnópolis, para possibilitar a exportação; e aumentar o número de produtores integrados, que necessitam de financiamento pelo Fundo Constitucional do Norte (FCO).

Bem, o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Tocantins (Dertins), disse que a pavimentação será feita após as chuvas. Já o Banco da Amazônia afirmou que não vai fazer novos financiamentos para a Asa Norte. Como o senhor vê essa situação?

Os financiamentos para construção de novas granjas de integração no Tocantins estão suspensas pelo Banco da Amazônia e por enquanto não tem uma previsão de voltar, mas continuaremos com a gestão junto ao banco, visto que não há nenhum integrado inadimplente. No Maranhão, o Banco do Nordeste continua financiando normalmente os integrados da região. Já a pavimentação do pátio e o acesso ao abatedouro foi, desde a concepção do projeto, um incentivo que o governo proporcionaria. Porém, essa promessa, que foi ratificada na inauguração, em maio de 2007, e novamente renovada em outras ocasiões, ainda não se concretizou, impedindo que possam ser firmados os contratos de exportação. Em outubro de 2009 tivemos uma audiência com o governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) e com o senador João Ribeiro (PR) e de novo nos foi prometido o asfaltamento.

O que o leva a apostar em uma resposta positiva nas tratativas com o Banco da Amazônia?

O projeto da Asa Norte tem um alcance social enorme. Está localizado no Bico do Papagaio, uma das 12 regiões do Brasil socialmente prioritárias para o governo federal, devido ao baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A paralisação temporária do abate de frangos reduziu quase 400 postos de trabalho diretos, o que significa mais de 2 mil empregos indiretos na região. Ao todo são 2,4 mil empregos que deixaram de existir. Ficou assim interrompido o crescimento de uma extensa cadeia produtiva, desde a produção de grãos como milho e soja, até a comercialização dos produtos finais (frangos e cortes de frangos) para o mercado interno e externo. São centenas de pequenos e médios produtores e empresários que também foram afetados.

Que expectativa os funcionários demitidos podem ter de reaver o seu emprego?

É preciso ressaltar a qualidade da mão de obra local, que foi treinada e surpreendeu pela excelência. Aproximadamente 90% destes funcionários tiveram sua primeira carteira de trabalho assinada pela Asa Norte. Eles podem ter certeza que retomaremos o abate tão logo se resolvam estes entraves para exportação e dos financiamentos pelos bancos oficiais. Não podemos ainda precisar em quanto tempo isso acontecerá, mas no que depender de nós e de nossos esforços, não demorará muito.

O que vocês farão com essa estrutura de Aguiarnópolis caso isso não aconteça num curto espaço de tempo?

O abatedouro da Asa Norte é um dos mais modernos do País, com todas as características para atender exigentes países importadores, como Japão e União Européia. Já temos inclusive a licença provisória para a Lista Geral para a América Latina, Oriente Médio e alguns países da Ásia. Estamos estrategicamente posicionados e contamos com os modais hidroviário, ferroviário e rodoviário, que nos permite exportar pelos portos de Pecém (CE) ou Itaqui (MA), com custos menores quando comparados com os de Santos (SP) ou Itajaí (SC), responsáveis pela maior parte da exportação do frango brasileiro. Estamos também numa região de pequenas propriedades rurais, propícias para a integração de frangos e a produção de grãos tende a se deslocar das regiões Sul e Sudeste para o Centro-Oeste e Norte. Portanto, acreditamos que a volta do abate de aves é uma questão de tempo.

Como fica a situação do operários que permaneceram na planta?

Os da produção de aves vivas serão mantidos e à medida que crescermos a integração, o quadro tende a aumentar. Manteremos um grupo na manutenção e conservação do abatedouro e outro no setor administrativo. Esperamos recontratar os operários já treinados quando reativarmos o abatedouro. (Webweson Dias – JT)

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Bico do Papagaio

IMPERATRIZ: Policial diz que tiro em médico foi acidental e provocado por desavença com amigo

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Momento em que Adonias sai da delegacia para fazer exame de corpo de delito

Após ser preso, na noite desta terça 27, o policial militar Adonias Sadda, acusado de matar o médico, Bruno Calaça, de 23 anos, na madrugada da última segunda, 26, em uma festa na cidade de Imperatriz, na região Tocantina, no Maranhão, foi levado para prestar depoimento na delegacia, depois conduzido para exame de corpo de delito e colocado a cela do 3º Batalhão da Polícia Militar.

Nesta quarta, 28, ele deve ser ouvido novamente pelo delegado Praxisteles Martins e detalhar sua versão.

Após ser preso, o militar disse que o tiro foi acidental e relatou que antes do crime, aconteceu uma desavença entre um de seus amigos que aparece nas imagens da câmera de segurança no momento do crime e o médico.

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Bico do Papagaio

RIACHINHO: Homem de 61 anos é a 8ª vítima da Covid

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A oitava morte por Covid-19, no município de Riachinho, no Bico do papagaio, foi oficializada pela Secretaria de Estado da saúde (SES), nesta quarta, 28, por meio de seu Boletim Epidemiológico.

A vítima é uma home de 61 anos, sem comorbidades. Ele morreu no dia 24 de junho no Hospital Regional de Porto Nacional.

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Bico do Papagaio

AUGUSTINÓPOLIS: Conselho de Educação aprova curso de Medicina na UNITINS. Carlesse e Amélio comemoram

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No final da tarde desta terça-feira, 27, o Conselho Estadual de Educação aprovou, em sua 414ª Sessão Plenária, a autorização do funcionamento do curso de Medicina da Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS), que será ofertado no campus de Augustinópolis, região do Bico do Papagaio.

O governador Mauro Carlesse (PSL) e o deputado estadual Amélio Cayres (SD), que se empenharam diretamente em todo o processo de articulação, comemoraram a decisão.

Carlesse já solicitou ao reitor da Unitins, Augusto Rezende, providências para a realização do primeiro vestibular o quanto antes.


“Temos muito o que comemorar pois é mais um sonho que aos poucos vai se tornando realidade. Em breve vamos lançar o primeiro vestibular e assim dar a oportunidade para que nossos jovens possam cursar Medicina, de forma gratuita, lembrando que 50% das vagas vão ser destinadas para alunos de escolas públicas. É uma conquista não só do Governo através da nossa universidade Estadual, a Unitins, mas de toda a comunidade tocantinense, em especial da região do Bico do Papagaio, que não vai precisar mandar o filho para fora do Estado ou até mesmo para fora do país para alcançar essa formação”, destaca o governador.

Amélio reforçou que será uma sonho e um passo de desenvolvimento para a região. “Na verdade é um grande sonho, uma grande realização poder ter participado diretamente da concretização de tudo isso. Sei que cada minuto de empenho valerá apena, porque nossa região vai experimentar um desenvolvimento extraordinário. Não posso deixar de agradecer, tudo o que o governador Carlesse fez, para que isso se tornasse realidade. Ele deu provas claras, que se importa com nossa região e com o desenvolvimento dela”, disse o parlamentar.

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